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O "fenômeno" PP

O notável crescimento do PP tornando-se a segunda maior bancada na Câmara Municipal, podendo superar o PT, como a maior bancada eleita a ser eleita em 2018, não é nenhum fenômeno sobrenatural.
É um processo gradual, pragmático e transparente que a miopia da opinião publicada e seus arautos recusaram a aceitar. Porque não atende aos seus parâmetros sobre como deveria funcionar a política. 
Enquanto os cientistas políticos tentam entender o fenômeno, Ciro Nogueira segue atuando pragmaticamente.

O PP é o maior partido dos "despachantes políticos", também caracterizado como "fisiológicos".  E também o maior partido do "Brasil ao norte" e pouco aceito (e por isso pouco percebido) pelo "Brasil ao sul" onde se concentra a opinião publicada.

Enquanto os partidos maiores estão preocupados com a Presidência de República, o PP de Ciro Nogueira foca a bancada na Câmara dos Deputados. Percebe que a força política real está na Câmara dos Deputados, porque todo Presidente da República, quem quer que seja depende daquela. E trabalha para o seu fortalecimento, contando além do mais que a distribuição dos recursos públicos para os partidos é feita segundo o volume das bancadas eleitas. E foi agraciado pelo financiamento público das campanhas, paralelamente à proibição das doações empresariais.

A pergunta que não quer se calar é: porque os grandes partidos deixam os espaços abertos para a conquista do poder legislativo pelos PPPs da vida? Não é um processo subterrâneo, clandestino. É transparente e altamente visível. Seria por miopia?

O fato é que o poder legislativo em 2019 será dominado pelo antigo "baixo clero", agora caracterizado como "centrão". E dentro desse haverá a disputa pelo poder entre os "ascendentes", com o retornante PFL, agora Democratas, sob liderança de Rodrigo Maia. 

Para o entendimento, em termos futebolísticos, PP ascendeu da série B, para a A. O DEM tinha sido rebaixado, para a série B, mas retorna à série A. Manteve a imagem de clube grande. 

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