A 4ª Revolução Industrial é uma tentativa da indústria manter a sua importância, mas as principais mudanças no mercado não são as tecnologias que ela alardeia, mas o domínio crescente dos serviços. E a transferência do poder do mercado para o setor terciário e para o consumidor.
Um dos casos mais emblemáticos é o setor de vestuário e calçados, onde a indústria não "empurra" o mercado, mas é "puxado" pelo setor comercial e de marca. O comando da cadeia produtiva está passando para o varejo.
A indústria tem que ir a reboque da líder da cadeia produtiva (ou de valor). O maior valor agregado e pago pelo consumidor não está no material ou na produção industrial, mas na marca. Para a valorização desta, a investe pesadamente no marketing. Que não se limita à publicidade, mas envolve - principalmente - o patrocínio de esportistas talentosos, cultuados pelo mercado.
A 4ª Revolução Industrial é uma tentativa dos países - ditos centrais - de recuperar a produção industrial de vestuário e calçados, para os seus territórios. Em alguns casos pode conseguir, mas não há recuperação do emprego emprego.
A 4ª Revolução Industrial não é uma revolução mundial, embora vá afetar diversas partes do mundo. É uma revolução dos paises desenvolvidos que se desindustrializaram e buscam pela tecnologia se reindustrializar.
Porém o "resto do mundo" resiste, preferindo manter o trabalho humano, mesmo mal remunerado.
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