quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

O Brasil tem Norte (2)

O Brasil pode aproveitar uma oportunidade histórica e alcançar definitivamente a condição de país desenvolvido, ou seguir uma trajetória lenta, com idas e vindas, de país emergente..

A oportunidade está conjugação de fatores favoráveis que tem propiciado um crescimento contínuo - com pequenas variações - da sua produção agropecuária acima do paralelo 16 e o escoamento pelos portos do norte, apesar das deficiências logísticas.

Para garantir o escoamento das safras a solução logistica poderá ser de ferrovias fechadas, com ligações ponta-a-ponta ou um sistema logístico integrado, associado à ocupação territorial urbana, à geração de emprego e multiplicação da renda.

O Brasil tornou a região sudeste numa economia desenvolvida, mas mantém uma grande parte do seu território, em condições de subdesenvolvimento, com uma grande população vivendo em condições de pobreza e à margem do mercado de consumo.

A incorporação desse contingente no mercado será a condição para a transformação dessa região numa economia emergente e levar o país, como um todo, à condição de desenvolvido.

A agricultura de exportação, baseada em escala de produção e incorporação de alta tecnologia, é pouco empregadora direta do trabalho humano.

Mas poderá ser grande empregadora indireta através do adensamento regional da cadeia produtiva. 

A ocupação urbana

A produção agropecuária é feita de forma extensiva na área rural, mas precisa de apoio comercial e de serviços que dá base à formação de cidades.

Essas cidades podem evoluir para abrigar produção industrial, assim como serviços e comércio de padrões mais elevados.

Esse processo de urbanização associado à agropecuária pode ocorrer, por decisões pontuais de empreendedores, evoluindo de forma gradativa.

Pode ser planejado, seja por iniciativa do Estado, ou pela associação de in tresses empresariais privados.

Esse planejamento pode buscar a ordenação do processo gradual, como promover uma "ruptura", envolvendo um modelo de mais concentrado e de criação de novas cidades, planejadas do zero  (greenfield).


Impacto sobre o emprego

Uma redmãe regional de p~so equenas cidades de apoio à agropecuária tende a ser uma rede restrita de comércio e serviços "da mão para a boca" ou primeiro atedimento, cada qual de pequena escala. Serão formadas por pequenas lojas de ferramentas, pequenas farmácias, pequenas oficinas de reparos. A eventual industrialização será artesanal e de pequeno porte.

Embora gere um contingente de micro e pequenos empresários, alguns até  médios, tem a sua evolução limitada pelos concorrentes de maior porte, situadas em cidades maiores, algumas fora da região.

As compras fora da região significam um desvio de recuros que não se fixam e se multiplicam regionalmente.

As cidades de apoio precisam ganhar escala para que as atividades nelas instaladas possam concorrer concorrer s as instaladas em outras regiões. 

Elas precisam ser planejadas, implantadas e desenvolvidas partir de escalas mínimas que garanta a sua competitividade.

Por razões logísticas,  as cidades maiores deverão estar em entroncamentos logísticos. 

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