quarta-feira, 11 de março de 2020

O Presidente e o cidadão Bolsonaro

Jair Bolsonaro sempre se comportou como um cidadão comum, de classe média, indignado com as regulações e penalizações impostas pelo Estado para essa categoria.
Como motorista do seu carro, indo da Barra da Tijuca, para Angra dos Reis para pescar, em companhia do seu dileto amigo Fabrício Queiroz, não se conformava com as mudanças de velocidade máxima, em curtas distâncias. Era sucessivamente multado, “perdendo a carteira” por alcançar 20 pontos. Para recuperar a carteira era obrigado a frequentar o cursinho numa autoescola. Na bacia de Angra dos Reis foi multado por um fiscal do IBAMA, porque estava em área de proteção ambiental.
Como muitos, sonhava em ser Presidente da República. Para que? Para mudar isso tudo. O tudo era o que lhe incomodava pessoalmente.
“Quando eu for Presidente de República, acabo com essa “indústria da multa”. Acabo com essa “putaria” de quem não tem o que fazer e fica inventando como “fuder" com a paciência dos outros”.
Milhares, talvez milhões de brasileiros tem a mesma indignação, mas se conformavam, em geral, calados.  Quando alguém se propõe a fazer essas mudanças, ganha o apoio daqueles e passa a representá-los. Na eleição votaram nele.
Essa é a principal “birra” de Bolsonaro com Rodrigo Maia. Ele tem barrado todos os projetos do indignado cidadão Bolsonaro, ora na Presidência da República. Bolsonaro quer aumentar o número de pontos na carteira para a sua perda. Maia não deixa. Quer aumentar a validade da carteira de motorista. Maia trava. Quer acabar com a “cadeirinha” das crianças. Maia não deixa. Quer acabar com a carteirinha de estudante da UNE, Maia não deixa. Quer ampliar o uso das armas, para defesa pessoal. O Congresso, sob comando de Maia e Alcolumbre, cancelam decretos, derrubam vetos. Assim Bolsonaro não vai conseguir o que gostaria de fazer pelo Brasil, como prometeu e ainda pretende.
Tem mais. Quiz acabar com o DPVAT, o Supremo não deixou.
As divergências de Bolsonaro com o Legislativo e o Judiciário não são em torno das grandes questões nacionais, a não ser em pontos específicos. Mas em torno da pauta prioritária do indignado cidadão Jair Bolsonaro.
Então ele convoca todos os colegas indignados a irem às ruas no dia 15 de março. Não é para ir contra o Congresso, mas para pressionar o Congresso para aprovar o que gostaria de fazer para mudar o Brasil.
Com isso estaria gerando uma crise institucional. Menitra. Mais uma “feiqueneu” inventada pela mídia, segundo ele.

segunda-feira, 9 de março de 2020

Quem votou em quem

Domingo, em 15 de março de 2020, o povo vai às ruas, ou mais precisamente às avenidas, sendo a principal na Avenida Paulista, em São Paulo.
Vai exigir dos que elegeu o repeito ao mandato, segundo os organizadores da manifestação.
Mas que povo é esse e quais são os seus representantes?
Dentre os mais de 57 milhões de eleitores que votaram em Jair Bolsonaro, cerca de um milhão poderão ir à Avenida Paulista. Pode ser até um pouco  mais. Será muita gente. Mas também poderá ser muito menos.
Vão cobrar de Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre o respeito pelos votos que receberam.
Mas desse um milhão de eleitores, quantos votaram em Rodrigo Maia ou Davi Alcolumbre? Provavelmente nenhum. Porque Rodrigo Maia foi eleito por ter obtido votos de cerca de 70 mil eleitores do Rio de Janeiro. Davi Alcolumbre chegou ao Senado em 2015 carregando 132 mil votos, entre os eleitores do Amapá. Nessa legislatura Jair Bolsonaro foi eleito deputado federal, pelo Rio de Janeiro, o mesmo de Rodrigo Maia, com mais de 400 mil votos. 
Provavelmente muitos dos eleitores de Rodrigo Maia também votaram em Bolsonaro. Já Alcolumbre não teve votos de bolsonaristas, porque em 2014 esses só estavam no Rio de Janeiro e todos os demais sequer sonhavam que Jair Bolsonaro emergiria em 2018, como um grande mito, conquistando mais de 57 milhões dos quais 185 mil no Amapá. 
Na contagem individual, Jair Bolsonaro ostenta grande vantagem, mas enquanto a Presidência é unitária, elegendo só o Presidente e, junto com ele, na mesma chapa o Vice-Presidente, a Câmara dos Deputados é um colegiado de 513 deputados. eleitos - no conjunto - por 98 milhões de votos. A Câmara vira o jogo e vence de goleada. Sem contar com o Senado, com outros quase 100 milhões de votos. Mas são todos dos mesmos eleitores. 
Diversamente do que acha Bolsonaro e os bolsonaristas os deputados e senadores federais não são perdedores que precisam prestar vassalagem ao Presidente, como um grande e único vencedor. 
Em 2018 147 milhões de brasileiros estavam aptos para votar. Se 57 milhões votaram em Bolsonaro, no segundo turno, elegendo-o, 90 milhões não votaram nele. Votaram no adversário, em branco ou anularam o voto. Uma parte considerável, nem foi às urnas.
O povo que irá às avenidas em 15 de março não será todo povo brasileiro, nem representante dele. Será uma facção minoritária do povo brasileiro: o povo bolsonarista. Mas que se acha ser o todo. Acha ademais que Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre não a representam. No que tem razão, mas com diferenças.
Bolsonaristas podem alegar que ajudaram a eleger Rodrigo Mais, em 2018. Mas não tem o mesmo argumento em relação a Alcolumbre, eleito em 2014. De toda forma nenhum dos que forem à Avenida Paulista, a menos de poucos amapaenses e fluminenses (ou cariocas) desgarrados que votaram em Maia ou Alcolumbre, quando estavam no seu Estado de origem, em 2018.


domingo, 8 de março de 2020

A ilusão do poder no Estado (VII)

A aceitação pela Viúva Porcina do pedido de casamento de Sinhozinho Malta, e as reações dos diversos grupos me leva a antecipar a análise sobre o fato e avaliar algumas perspectivas futuras.
Ao longo dos últimos anos a segmentação dentro da cultura artística vem se ampliando e radicalizando.
De um lado uma cultura artística, com grande qualidade estética, produzida e consumida pela elite vem perdendo espaço no mercado e se "popularizando", com amplas concessões estéticas.
A música sertaneja de raiz foi trazida para o meio urbano e pasteurizada, com perda de espontaneidade e diferenciações, orientando-se na direção do que um importante nicho de público queria. 
Alguns se tornaram celebridades nacionais.
A televisão, através das novelas, gerou celebridades nacionais que, em geral, não assumem posições políticas.
Regina Duarte, como atriz, tornou-se uma celebridade, aceita amplamente, quase uma unanimidade nacional, sendo considerada "a namoradinha do Brasil". Assumiu posições políticas o que levou a ser convidada pelo Presidente Bolsonaro a assumir a área da cultura, dentro da estrutura do Governo Federal. 
Mesmo adotando posições políticas não perdeu a aura de "namoradinha" pela imagem de espontaneidade e ingenuidade.
A sua imagem de ingenuidade não decorre do seu papel, mas seria uma efetiva característica pessoal.
Aceitou o cargo, contando com a promessa de carta branca para formar a sua equipe e acreditando que poderia pacificar  a classe artística. 
A carta branca que recebeu, não era tão límpida. No rodapé, sempre com aquelas letras miúdas, está previsto o direito de veto do Presidente. 
Regina Duarte, confiou na conversa de um político, por falta de conhecimento do funcionamento da política, sempre sujeito ao jogo de pressões, por inexperiência e muita dose de ingenuidade.
Não vai conseguir, com ingenuidade e espontaneidade, realizar o que gostaria de fazer.
A baixa presença da classe artística na sua posse é um indício que terá muito trabalho para tentar pacificar as divergências. 
O que vai acontecer quando as ilusões forem desfeitas?



sexta-feira, 6 de março de 2020

Brasil 2021 - 2

O segmento da sociedade que veio a se tornar a primeira camada do bolsonarismo, já existia, mas oprimida escondendo-se "dentro dos armários". A candidatura de Jair Bolsonaro vocalizando a visão de mundo desse segmento conservador e reacionário (segundo a esquerda), o tirou do armário e foram a base inicial de apoio político de Bolsonaro.
A segunda camada emergiu com força a partir das revelações da Operação Lava-Jato, autorizado pelo Juiz de 1ª instância Sérgio Moro, decretando prisões temporárias ou provisórias. Na sequência,  condenou à prisão politicos sem mandato, diretores da Petrobras, poderosos empresários e doleiros,  todos e envolvidos em mega esquemas de corrupção. Muitos políticos também envolvidos, mas com mandato parlamentar, nem chegaram a ser investigados, protegidos pela imunidade parlamentar. Jair Bolsonaro não chegou a ser envolvido, o que usava como "selo de qualidade", ou como "politico livre de  corrupção".  
O Juiz Sérgio Moro, pelo seu rigor, persistência e coragem, não se intimidando diante de poderosos, tornou-se uma figura popular e ícone de um importante segmento da sociedade, o dos "anti-corrupção". Quase uma unanimidade nacional, deixou de sê-lo, quando mandou prender o ex-Presidente Lula.
Não era uma base inicial de apoio de Jair Bolsonaro, mas este, um politico esperto, abraçou a causa e obtendo o apoio de Sérgio Moro passou a ser um líder do segmento, incorporando-o como a segunda camada do bolsonarismo.
A terceira camada parte de um segmento da elite paulista que não aceita o modelo atual de representação do Congresso Nacional, em que São Paulo, com o maior colégio eleitoral do país, tem uma participação dentro do Congresso Nacional, muito menos que acha deveria ter. O colégio eleitoral de São Paulo é fundamental para a eleição presidencial, a única nacional, mas não para a composição quantitativa no Congresso.
Esse segmento antipolítico foi reforçado pelas revelações da Operação Lava-Jato, envolvendo uma grande quantidade de líderes partidários, mas uma pequena quantidade relativa de parlamentares, em relação ao total. Jair Bolsonaro não estava envolvido 
Essa elite é a base da opinião publicada, que é parte menor da opinião pública. É a que acompanha a politica pelos meios de comunicação, tanto das tradicionais, como as alternativas. 
Jair Bolsonaro passou a prometer acabar com o "presidencialismo de coalizão", o loteamento ministerial e o "troca-troca".
Este segmento antipolítico é indignado com a proliferação de partidos políticos, alguns dos quais são explicitamente legendas de aluguel, incluindo o PSL pelo qual Jair Bolsonaro e os parlamentares bolsonaristas foram eleitos. É indignado com a reeleição de parlamentares corruptos, que embora suspeitos ou alvo de investigações ainda não sofreram condenação em segunda instância, o que os livra da condição de ficha suja. É mais indignado ainda com a ampla presença de deputados semianalfabetos, uns "zés ninguém" ou "zé manés", que só cuidam dos interesses dos seus redutos eleitorais, negociando emendas, em troca de apoio. 
Ao se propor acabar com tudo isso, caracterizado como "velha política" conquistou o apoio desse segmento que veio a se transformar na terceira camada do bolsonarismo.

Bolsonaro assumiu a Presidência da República, cumprindo o compromisso. Não fez o loteamento político dos Ministérios. Não articulou uma base de apoio, um instrumento fundamental do presidencialismo de coalizão. 
Foi além da sua posição antipolítica: passou a tratar  - na prática - o Congresso, com total desprezo. Não se empenhou em articular ou negociar o apoio para a aprovação das propostas do Governo, assim como para manter os vetos de projetos aprovados pelo Congresso. 
Diante desse comportamento o Congresso assumiu o papel de discutir e aprovar as medidas legais, nem sempre atendendo aos propósitos do Executivo. 
A reação de Jair Bolsonaro a esse protagonismo do Congresso é mobilizar o povo para ir às ruas para pressionar o Congresso. Os mais radicais pedem o fechamento do Congresso, para o Presidente poder governar mediante decretos-leis ou similares, sem ter que passar pela aprovação legislativa.
Essa camada bolsonarista está cada vez mais aguerrida e está convocando a população para um amplo movimento nas ruas no dia 15 de março. O máximo que conseguirá mobilizar será dos bolsonaristas mais fieis, insuficientes para lotar as avenidas. 







quarta-feira, 4 de março de 2020

O valor de Celso Pinto

Ontem, Celso Pinto, nos deixou definitivamente. Há muitos anos estava "fora de combate", por conta de um AVC, após dois enfartes, em curto tempo.
Foi, sem dúvida, o melhor jornalista econômico, de quem tenho orgulho de ser colega, apesar de não ter a mesma competência e brilho: ele escrevia sobre economia sem ser economista. 
Esse foi o seu maior valor: como jornalista traduziu para os leitores - em geral - o que ocorria na economia mundial e no Brasil. Fez escola, mas nenhum com a sua competência.
Já o conhecia, como leitor, da Gazeta Mercantil, acompanhei - através de amigos - da sua empreitada em substituir aquele que havia sido o melhor jornal econômico brasileiro, antes do Valor.
Circunstâncias pessoais me levaram a conhecer pessoalmente o casal Celso e Célia: como pais de amigos dos filhos, frequentando as mesmas reuniões de pais do Vera Cruz.
Lula era o melhor colega e amigo do Ricardo, o meu caçula. Moravamos perto, Lula era frequente em casa, foi conosco a Ubatuba, em muitas férias, conde ficou conhecido como Azul. Porque um dia foi com o cabelo todo pintado de azul.
Mantiveram a mesma amizade depois da escola. Foram ambos estudar, morar e trabalhar em Campinas. Interessados em informática, começaram um projeto inacabado de criar um aplicativo de jogos. Ambos se etornaram internacionais, mas Ricardo de forma mais definitiva. Há vários anos tornou se CTO de uma startup, na Austrália. 
Acompanhei os enfartes do Celso, mas ele logo se á recuperou o voltou à atividade. Mas um fulminante AVC, na quadra de tênis (ou teria sido na academia de ginástic
a) o tirou do combate. O jornalismo econômico ficou mais pobre, mas sempre com a esperança do seu retorno. Agora foi definitivo: perda inestimável.
Como diretor do Valor deu cobertura às minhas eventuais colaborações, publicando-as prontamente. Tive essa honra.
Uma imensa perda profissional e pessoal, 
Quem mais perde é o Brasil. Que no meio de tanta mediocridade, perde definitivamente as mais lúcidas falas e letras sobre a economia. 

terça-feira, 3 de março de 2020

Decolagem e pouso do voo de galinha

Os economistas são dado a profecias, levando milhares de pessoas a acreditaram nelas, para logo em seguida, formular novas, revogando a anterior. Operam em manada, com todo mundo seguindo a mesma direção, para de repente todos eles mudarem de direção.
Até a semana passada eram unânimes as projeções para 2020 em torno de 2%, com os otimistas uma taxa um pouco acima. Os pessimistas ficavam pouco abaixo dos 2%. Agora todos acham que não chega aos 2%. A culpa para os erros passou a ser o coronavirus.
Aqui colocamos que o mês de dezembro de 2019 não repetiria a perfomance dos meses anteriores e não garantindo a sustentabilidade do crescimento.
Para 2020 a economia brasileira seguirá os seus voos de galinha, subindo um pouco, descendo outro, sem sair da faixa de zero a 2% de crescimento anual do seu PIB. 
As reformas econômicas são mudanças na forma de dirigir uma máquina obsoleta, sem força, sem tração. A importância é ideologica ou de expectativas. Sem fazer uma retífica no motor, ou na turbina.
Paulo Guedes, no comando da economia, quer implantar obsessivamente uma economia liberal, com o mínimo de participação do Estado, seja estrutural como conjunturalmente. Mas o seu principal "sabotador" é o Presidente Bolsonaro que  exige resultados mais imediatos, impondo intervenções conjunturais, como a liberação do FGTS, com efeito temporário insuficiente e que já se esvaiu. Por outro lado, patrocina movimentos altistas, como as das corporações policiais, uma das suas principais bases eleitorais, comprometendo o equilíbrio fiscal dos Estados, que terão que ser socorridos pelo Tesouro Federal, para desespero de Paulo Guedes.
Com o motor atual, seja gerido dentro do intervencionismo do Estado, como dentro de uma economia liberal a economia brasileira não sairá do galinheiro. 
A alternativa é uma mudança estrutural da economia, saindo da dependência - quase total - do mercado interno, para se integrar mais amplamente nas cadeias produtivas mundiais. 
Essa alternativa foi abalada com a "guerra comercial" entre os EUA e a China. Quando se chegou a uma trégua o coronavirus, comprometeu inteiramente as perspectivas. 
A economia brasileira ficou sem perspectiva de trocar as turbinas para poder alçar voos mais altos. A perspectiva de um crescimento sustentado está adiada para 2021, ou mais. A nova perspectiva otimista é não ser alcançado pela recessão. 

segunda-feira, 2 de março de 2020

Vírus das coisas (VoT)


Internet das coisas, conectando diretas as “coisas” entre si, independente da intervenção operacional do homem, é um dos principais propósitos das inovações tecnológicas do mundo.
Os vírus não se propagam através das coisas, mas eventuais paralizações de produção afetam as cadeias produtivas e os relacionamentos entre partes de produtos industriais de todo o mundo. Existe o vírus das coisas, que se espalha mundialmente.
O sistema produtivo mundial evoluiu no sentido da desagregação das cadeias produtiva por todo o mundo, com a concentração em alguns países da produção de partes específicas.
O vírus se espalha junto com a descentralização concentrada da produção industrial.
Diante da persistência do vírus cuja expansão estaria controlada na China, mas que já escapou para outros países, cabe indagar se o modelo de globalização que ora está implantada subsistirá ou será ajustada estruturalmente para garantir a segurança industrial?
Duas são as alternativas básicas: o tradicional nacionalismo, com os países buscando, cada qual, ser mais autossuficiente para atender ao seu mercado interno. É uma solução para o mercado interno, mas inadequada para as empresas que exportam. O exportador, deve ser também importador. Estará mais sujeita à insegurança industrial, mas com vantagem no aumento do faturamento e de escala de produção.
A alternativa está na descentralização com desconcentração, com diversos países produzindo o mesmo produto, por várias empresas, ou dentro de uma mesma corporação. Neste caso, uma mesma multinacional produz o mesmo produto em muitos países. Sacrifica a escala, mas ganha na segurança industrial.
A especialização produtiva num único país, tenderá a ser substituída pela diversidade de opções. Isso afetará o papel da indústria brasileira, dentro da globalização.

Lula, meio livre

Lula está jurídica e politicamente livre, mas não como ele e o PT desejam. Ele não está condenado, mas tampouco inocentado. Ele não está jul...