A estratégia do MPL é provocar os mal preparados soldados da PM, sofrer reação violenta, desproporcional e se colocar diante da sociedade como vítimas da opressão governamental, contra uma ação legítima de defesa dos interesses dos que mais precisam.
Essa é uma condição fundamental para sustentar o seu movimento e pressionar os Governos a anular os aumentos. Conseguiram em 2013 e lutam para conseguir agora em 2016.
Mas essa estratégia é prejudicada pela adesão dos blackblocs que, pelo seu vandalismo, afastam os que querem se manifestar pacificamente.
Manifestar-se pública e pacificamente é expressar a sua indignação, contrariedade e agir.
A maioria da população fica irritada com os aumentos, mas não passa de uma reação pessoal ou particular. Os jovens, mais ousados, saem às ruas, por ação voluntária e - com a sua iniciativa - esperam que os demais indignados os sigam, engrossando o movimento. Sem isso não conseguem obter das autoridades a revogação das medidas que combatem.
As suas estratégias não são profissionais, pensadas e programadas. Baseiam-se "no calor da hora", nas reações emocionais e nas utopias, e só dão certo quando as suas ações contaminam os predispostos a sair às ruas.
O outro lado desenvolve as estratégias profissionalmente, que são, em geral, incompetentes e ineficazes.
Ver o que não é mostrado - Enxergar o que está mostrado Ler o que não está escrito Ouvir o que não é dito - Entender o que está escrito ou dito
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
A riqueza faz e desfaz o centro da cidade
Por ser um ano de eleição de autoridades municipais, colocamos para discussão as alternativas básicas de posicionamento que os candidatos poderão ter em relação aos grandes desafios das cidades. Espero que sirvam também para os eleitores balizarem as suas escolhas. Começamos com o tratamento dos centros históricos:
Na segunda preservar o centro é considerado prioritário, buscando conter o processo de degradação. A estratégia principal é de preservar funções públicas no centro, evitando a mudança dos centros administrativos para novas áreas, concebidos e implantados dentro de conceitos "modernos". São as próprias autoridades que imbuídas do espírito de modernização e de escapar das dificuldades de mobilidade urbana buscam a mudanças das sedes. Assim como o setor privado. Ainda no campo público a manutenção do papel de hub do transporte coletivo deve ser considerado como vital para evitar o esvaziamento do centro.
A terceira alternativa, fortemente defendida por uma facção de urbanistas e da própria sociedade, é a do Poder Público Municipal assumir a responsabilidade de promover a revitalização do centro histórico. Não basta a preservação ou a contenção da degradação. Para isso são consideradas quatro ações ou caminhos principais:
![]() |
| projeto Botti & Rubin na nova Av. Faria Lima |
- seguir as mudanças da população, ajudando a consolidá-las, provendo ou melhorando a infraestrutura e serviços públicos nos novos polos econômicos da cidade, mesmo que em detrimento do centro histórico;
- sustentar as atividades tradicionais do centro, mantendo a sua vitalidade, principalmente:
- "hub" do transporte coletivo;
- sedes da Administração Pública;
- promover a revitalização do centro, reciclando funções, principalmente como:
- polo de lazer;
- moradia com vasto suprimento de serviços urbanos.
Na segunda preservar o centro é considerado prioritário, buscando conter o processo de degradação. A estratégia principal é de preservar funções públicas no centro, evitando a mudança dos centros administrativos para novas áreas, concebidos e implantados dentro de conceitos "modernos". São as próprias autoridades que imbuídas do espírito de modernização e de escapar das dificuldades de mobilidade urbana buscam a mudanças das sedes. Assim como o setor privado. Ainda no campo público a manutenção do papel de hub do transporte coletivo deve ser considerado como vital para evitar o esvaziamento do centro.
A terceira alternativa, fortemente defendida por uma facção de urbanistas e da própria sociedade, é a do Poder Público Municipal assumir a responsabilidade de promover a revitalização do centro histórico. Não basta a preservação ou a contenção da degradação. Para isso são consideradas quatro ações ou caminhos principais:
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| virada cultural |
- desenvolver atividades de lazer, em todos os campos: esportivo, passeio, cultural e artístico, implantando infraestrutura e promovendo eventos;
- promover o centro como ponto de encontro facilitando a instalação de bares, restaurantes, casas de shows e outros locais de reunião da população;
- revitalizar os imóveis mediante a sua restauração, pintura das fachadas e outras ações de caráter estética, criando incentivos para os proprietários;
- promover a moradia no centro, buscando duas categorias de moradores:
- trabalhadores em atividades de menor renda, com trabalho no centro, oferecendo vantagens de redução da movimentação;
- jovens de classe média que buscam novos padrões de vida, sem carro, moradias de menor espaço e menor custo, com o suprimento de facilidades por terceiros, dentro da própria área.
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
A disputa pelos espaços na cidade
Uma parte menor, formada pelo centro histórico e sua expansão, é disputada pelas diversas classes.
Uma parte maior - periférica - é inteiramente tomada pela pobreza que, em maior número de pessoas e, portanto, de eleitores é decisivo para o resultado das eleições.
Os candidatos a Prefeitos da "elite" entendem que gerir a cidade é gerir essa parte "mais civilizada" e disputam os votos dos seus moradores. A outra parte é buscada pela esquerda e pelos populistas, que podem ser a mesma coisa, em alguns casos.
Fernando Haddad é um novo político, com uma visão socialista da sua cidade (a parte menor), buscando dar maior espaço à pobreza dentro dela. Pouco cuida da outra parte (a periferia) que o elegeu por força da atuação do partido. Recusa-se a ser populista e com isso perde votos.
As eleições paulistanas serão decididas entre os "populistas". Que vão buscar os votos da parte maior da cidade. Não pelos que frequentam as colunas políticas.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
A disputa paulistana de 2016
Para o PT, assim como para o PSDB, a disputa pela Prefeitura de São Paulo, em 2016 seria apenas uma prévia para 2018.
Nenhum dos dois tem ainda candidatos fortes para o Governo do Estado, em 2018.
Alckmin não pode ser reeleito e não tem nos seus quadro de auxiliares um candidato forte. Quer então preparar João Dória como alternativa. Com a contestação das outras facções do partido.
O PT tem como alternativa Fernando Haddad, mas ele poderá ter dificuldades de se candidatar caso seja reeleito Prefeito. A sua alternativa é assumir que poderá se candidatar a Governador, colocando Chalita como o seu vice para assumir a Prefeitura nesse caso. Que depois tentaria a reeleição. Mas o objetivo principal não é vencer, mas se posicionar para 2018.
Dentro desse quadro a disputa principal será entre Celso Russomanno e Marta Teresa.
O(a) derrotado (a) tentará o Governo do Estado em 2018.
Nenhum dos dois tem ainda candidatos fortes para o Governo do Estado, em 2018.
Alckmin não pode ser reeleito e não tem nos seus quadro de auxiliares um candidato forte. Quer então preparar João Dória como alternativa. Com a contestação das outras facções do partido.
O PT tem como alternativa Fernando Haddad, mas ele poderá ter dificuldades de se candidatar caso seja reeleito Prefeito. A sua alternativa é assumir que poderá se candidatar a Governador, colocando Chalita como o seu vice para assumir a Prefeitura nesse caso. Que depois tentaria a reeleição. Mas o objetivo principal não é vencer, mas se posicionar para 2018.Dentro desse quadro a disputa principal será entre Celso Russomanno e Marta Teresa.
O(a) derrotado (a) tentará o Governo do Estado em 2018.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
Novos rumos
As multinacionais automobilísticas instaladas no Brasil seguirão a mesma estratégia de pressionar o Governo para conceder benefícios para sustentar o consumo nacional ou vão se voltar mais para o exterior?
Em 2014, com a reeleição de Dilma resolveram acreditar na continuidade da "politica industrial" com apoio da CUT e de outros sindicatos, e se mantiveram voltados para o mercado interno.
Terminaram 2015 como o pior ano, com quedas absolutas de vendas, elevada ociosidade, demissões e perdas econômicas.
Que estratégias definiram, nas suas respectivas sedes, no Exterior em relação às suas unidades no Brasil?
Transferirão produção para o país vizinho, ou aguardarão as possíveis mudanças em 2018? Ou trabalharão com a expectativa de uma antecipação?
Em 2014, com a reeleição de Dilma resolveram acreditar na continuidade da "politica industrial" com apoio da CUT e de outros sindicatos, e se mantiveram voltados para o mercado interno.
Terminaram 2015 como o pior ano, com quedas absolutas de vendas, elevada ociosidade, demissões e perdas econômicas.
Que estratégias definiram, nas suas respectivas sedes, no Exterior em relação às suas unidades no Brasil? - reorientar para exportações; ou
- promover a sua gradual redução, preparando uma retirada?
Transferirão produção para o país vizinho, ou aguardarão as possíveis mudanças em 2018? Ou trabalharão com a expectativa de uma antecipação?
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
Você sabe o quanto está pagando de juros nas suas compras?
Para sair da recessão, é preciso consumir mais, sem inflação. Simples assim.
Mas como?
Depende do consumidor e do comércio. Não pode ficar na dependência do Governo.
O consumidor está sendo enganado o tempo todo com as promoções de venda a prazo sem juros. Isso não existe, isso não é real. É um crime contra as leis econômicas.
Toda venda a prazo tem juros. Se esses não estão nas prestações, estão no preço.
Portanto, o preço a vista deveria ser substancialmente menor do que o preço à prazo.
Mas o sistema financeiro inventou um mecanismo de escamoteação do consumidor que é a compra parcelada com cartão de crédito.
E para isso tem o apoio da judicialização da economia, com o Ministério Público e o Judiciário criminalizando a diferença de preço entre a venda a dinheiro e com cartão. É um profundo e nafasto equívoco.
A sociedade é sensibilizada com a carga tributária e o comércio criou o "impostõmetro".
Mas não criou o "jurômetro". O quanto o brasileiro pagou de juros em 2015? O jurômetro que a FIESP inventou é dos juros pagos pelo Governo. Não dos juros pagos pelos consumidores, sem perceber que está pagando.
O sistema financeiro transformou uma modernidade, num sistema de extorsão "sem dor".
A saída para a reanimação da economia está na reação do consumidor comprando mais à vista, com descontos.
Deve haver preços diferenciados entre compra com cartão: entre cartão de crédito e de débito.
O consumidor tem que ter o direito a um preço menor na compra pelo cartão de débito.
Mas como?
Depende do consumidor e do comércio. Não pode ficar na dependência do Governo.
O consumidor está sendo enganado o tempo todo com as promoções de venda a prazo sem juros. Isso não existe, isso não é real. É um crime contra as leis econômicas.
Toda venda a prazo tem juros. Se esses não estão nas prestações, estão no preço.
Portanto, o preço a vista deveria ser substancialmente menor do que o preço à prazo.
Mas o sistema financeiro inventou um mecanismo de escamoteação do consumidor que é a compra parcelada com cartão de crédito. E para isso tem o apoio da judicialização da economia, com o Ministério Público e o Judiciário criminalizando a diferença de preço entre a venda a dinheiro e com cartão. É um profundo e nafasto equívoco.
A sociedade é sensibilizada com a carga tributária e o comércio criou o "impostõmetro".
Mas não criou o "jurômetro". O quanto o brasileiro pagou de juros em 2015? O jurômetro que a FIESP inventou é dos juros pagos pelo Governo. Não dos juros pagos pelos consumidores, sem perceber que está pagando.
O sistema financeiro transformou uma modernidade, num sistema de extorsão "sem dor".
A saída para a reanimação da economia está na reação do consumidor comprando mais à vista, com descontos.
Deve haver preços diferenciados entre compra com cartão: entre cartão de crédito e de débito.
O consumidor tem que ter o direito a um preço menor na compra pelo cartão de débito.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Processo de pedido de impeachment e julgamento de impeachment
Abertura do processo de impeachment é uma coisa. Julgamento do impeachment é outra. Aberto o processo não significa que o impeachment será inevitavelmente concedido. Há várias etapas a serem cumpridas. E o melhor para o país é que essas sejam cumpridas regularmente
Não questionar a abertura não significa ser a favor do impeachment.
O fato suspeito houve. O ato está comprovado e os seus autores também. E ocorreu já em 2015. A denúncia é cabível e merece ser julgada .
Houve um atentado à lei orçamentária. Isso significa crime de responsabilidade do Presidente de República, efeitvo ou em exercício.
O processo deve avaliar o grau de gravidade do crime para decidir sobre a punição .
O processo é político, mas requer fundamento jurídico. Esse não pode deixar de ser considerado e analisado.
O fato principal é uma "pedaladinha". As grandes pedaladas que agora estão sendo reconhecidas são apenas agravantes.
Corrigí-las não releva o fato principal que sustenta o processo.
Os professores universitários que supostamente são dotados de saber deveriam usá-lo antes de assinar um manifesto de cunho político.
Não questionar a abertura não significa ser a favor do impeachment.
O fato suspeito houve. O ato está comprovado e os seus autores também. E ocorreu já em 2015. A denúncia é cabível e merece ser julgada .
Houve um atentado à lei orçamentária. Isso significa crime de responsabilidade do Presidente de República, efeitvo ou em exercício.
O processo deve avaliar o grau de gravidade do crime para decidir sobre a punição .
O processo é político, mas requer fundamento jurídico. Esse não pode deixar de ser considerado e analisado.
O fato principal é uma "pedaladinha". As grandes pedaladas que agora estão sendo reconhecidas são apenas agravantes.
Corrigí-las não releva o fato principal que sustenta o processo.
Os professores universitários que supostamente são dotados de saber deveriam usá-lo antes de assinar um manifesto de cunho político.
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