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Temer, o amuado adolescente ou um mestre capcioso?

Temer é um grande profissional da política. Nada do que ele faz ou diz é improvisado, ou movido por emoções infantis ou adolescentes.

Usou um desabafo pessoal para se liberar, para se preparar para assumir o Governo. Livrou-se de ter que se mobilizar seja a favor ou contra o impeachment.  Não vai se posicionar, mas afirmar sempre que estará com a Constituição. O que, na prática, significa estar contra os que querem caracterizar o pedido de impeachment como golpe institucional.  


Do ponto de vista constitucional é uma excrescência. Ou é contra a Constituição e então é golpe, ou é procedimento previsto na Constituição, então não é golpe.

Com isso vai poder cuidar antecipadamente de um eventual Governo Temer. O seu principal público-alvo é o empresariado. 

Valeu-se de uma carta estritamente pessoal, em tom de desabafo, para declarar o seu afastamento da Presidente Dilma. Sem ter que consultar previamente os seus colegas e correligionários. Manifestou-se por carta privada que deveria ficar só entre o emitente e o destinatário, mas sabia que seria vazado, transformando-se num fato político.

Ingênuo, Temer não é. 

Com o tom de mágoa e desabafo rompeu, sem ter rompido. Típico de um político experiente, frio e insidioso. 

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