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Um pacto que não vai acontecer

É difícil prever o futuro politico do Brasil com um Presidente que tem uma visão estreita, de curto prazo e cultura de almanaque.
O que significa para ele um pacto? 
Fora os naturais trocadilhos como "pagar o pato", a ideia original é o "pacto de não agressão".
Belmnonte

Diante do clima de beligerância, no seio do próprio Governo Bolsonaro, entre as suas diversas facções e entre o Executivo e o Legislativo, Dias Toffoli, o mais alto dignatário do Poder Judiciário, tentou intervir como "pacificador" propondo um pacto de não agressão. 
Alvo das acusações dos bolsonaristas, em função de  tentativas de censura e de defesa de envolvidos em corrupção, contrapondo-se aos justiciamentos públicos, por evidencias e indícios, perdeu a condição de exercer o papel moderador. É visto como uma das partes do eventual pacto de não agressão, no que não tem a unanimidade dos seus pares e do corpo jurídico do país.


Depois de incentivar as manifestações, recolher o apoio, difundir as manifestações e comemorar sem ressalvas aos ataques ao Legislativo e ao Judiciário, ficando à beira de uma declaração de guerra, diante do risco de retaliação, promoveu um encontro para propor um pacto de não agressão. 
Conseguiu o que o Governo - não necessariamente ele - queria: a reforma administrativa com a aprovação da MP 870, que estava sob risco de caducar. Evitou a retaliação que poderia ser feito, simplesmente, pelo retardamento da aprovação pelo Senado, sem alterações do aprovado pela Câmara. Foi obrigado a uma concessão do exigido pelos seus seguidores: aceitar a retirada do COAF de Sérgio Moro, para a economia. 
Vencida essa etapa, a ideia do pacto será mantida até a aprovação da Reforma da Previdência. Essa será aprovada, mas com maior probabilidade na versão desidratada do que a original. 
Depois tudo voltará à trajetória anterior, dentro dos cenários já desenhados: Bolsonaro - presidente efetivo, Rainha da Inglaterra e Jânio ou Dilma?

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