O Brasil real emergido em 17 de abril de 2016 frustra uma das grandes ilusões da Reforma Política. A visão de que o voto distrital melhoraria o nível de representatividade e de qualidade dos deputados.
A questão principal que está no tronco da horrenda e frondosa árvore com as suas 513 folhas, muitas de péssimo aspecto é o regime de eleição dos deputados. Cada galho é de um Estado, com o mínimo de 8 folhas. E o eleitor de um Estado não vota em deputado de outro. Institucionalmente a representação é estadual, é regional. Na prática o Estado é dividido em "paróquias" eleitorais, também caracterizado por "currais" eleitorais.
Os deputados federais são eleitos por esses "distritos informais", vários com domínio secular de famílias políticas. Em alguns casos há disputa e alternância de poder entre famílias rivais, movidos pelo domínio e interesse local.
Há na história brasileira poucos casos em que o coronelato político foi cooptado para questões nacionais, como o movimento republicano.
Nessa questão do impeachment da Presidente Dilma, associado ao movimento "Fora PT", há uma disputa política não percebida pela opinião publicada.
A votação na Câmara dos Deputados, na admissão do processo de impeachment, mostrou uma reação do "velho esquema" político aos avanços do PT nas suas hostes, com os programas sociais. O PT tentou cooptá-lo, mas a intuição política daquele indicou que não deveriam reforçar o poder do PT. E votou a favor do impeachment.



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