Pular para o conteúdo principal

Um governo melhor que o Presidente

A pesquisa do IBOPE de opinião da população sobre o Governo, indica que a população tem uma visão do governo melhor do que do Presidente. O saldo da avaliação do Governo, apesar da queda a partir dos dados iniciais de janeiro, é positivo em 10 pontos, ao subtrair das opiniões ótimo e bom, as opiniões ruim/pessimo. 
Apesar da crítica de analistas e de líderes políticos que querem que Jair Bolsonaro assuma efetivamente o governo, a população - ainda majoritariamente - "aprova a maneira como o Presidente Jair Bolsonaro está governando o país". 51% aprovam e 38% desaprovam. O saldo é positivo em 13 pontos. Acima do índice de avaliação do Governo.
Considerando apenas os números, esses dizem que a população acha que Jair Bolsonaro está governando bem, mas as entregas efetivas do Governo estão abaixo do nível de governança.
O elemento crítico da avaliação de Jair Bolsonaro, no entanto, está no grau de confiança da população em relação a ele. 
A partir de 62% da população que confiava nele, em janeiro de 2019, muito acima dos que nele votaram, contra 30% que não confiavam, com um saldo positivo de 32 pontos, chega em março com 49% que confiam, portanto já minoria e 44% que não confiam, com um saldo positivo de apenas 5 pontos. Dada a tendência, a menos de uma grande virada, Jair Bolsonaro corre o risco de chegar aos 100 dias no cheque especial, com saldo negativo de confiança.
Com perda de confiança da população, o seu principal ativo político, corre o risco de não conseguir aprovar a Reforma da Previdência, mesmo desidratada. 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cisma no clube da luluzinha

Em todas as grandes (e mesmo médias) empresas dominadas pelos executivos homens, as mulheres que alcançam os postos gerenciais tendem a se relacionar entre si, formar grupos entre elas seja para trocar conversas sobre as famílias, como sobre os demais gerentes e sobre o que ocorre ou acham que ocorre na empresa. Formam uma espécie de clube da luluzinha, em contraposição aos diversos clubes dos bolinhas, que se formam em muito maior número. 

Dentro da Petrobras, uma grande empresa com as características acima citadas, com o corpo gerencial e diretivo com predominância de homens, é natural que as poucas gerentes mulheres formassem o "clube da luluzinha". Duas se destacaram e subiram aos altos postos gerenciais: Maria das Graças Foster e Venina Velosa da Fonseca. Esta última preocupada com o rumos de operações "heterodoxas" buscou apoio na colega, contando-lhe das suas preocupações e suspeitas. Ela era a confidente a quem tratou das questões de forma cifradas. Colocou …

Políticas econômicas horizontais e verticais

As políticas públicas verticais focam partes ou setores específicos da economia, tendo como objetivo desenvolvê-los, mediantes estímulos e benefícios fiscais. São caracterizados como políticas industriais. Na realidade são políticas setoriais. A denominação industrial vem da tradução de "industry" que equivale a setor e não à indústria. É a política preferida dos estruturalistas ou agora heterodoxos, porque se tornaram minoria, contra  o domínio dos monetaristas. 

Esses defendem as chamadas políticas horizontais, com mecanismo de aplicação genérica, deixando ao mercado utilizar melhor tais condições.

Um caso típico é a política tributária. Os ortodoxos pregam formas de tributação genérica, aplicável igualmente a todos os setores da economia, com as mesmas alíquotas e regras. Pode haver diferenciação por faixas de valor, mas não por setores.

Já os estruturalistas querem a aplicação de condições diferenciadas para os setores que o Estado deseja promover e desenvolver. Essa difere…

Transformar a produção agrícola em alimentos para o mundo

A agropecuária brasileira é - sem dúvida - uma pujança, ainda pouco reconhecida pela "cultura urbana". Com um grande potencial de desenvolvimento, diante do crescimento da demanda por alimentos pelo mundo, tem feito um grande esforço de marketing para ser reconhecido. Conta com o apoio da Rede Globo que tem feito uma persistente campanha na televisão sobre "Agro é tech, agro é pop, agro é tudo". Contestada nas redes sociais onde os "ambientalistas" dominam.

A idéia ou lema do "Brasil celeiro do mundo", sintetiza a posição da agropecuária, que acaba tendo uma resistência inconsciente por parte da sociedade urbana que não quer ser dominada pelo campo. 

Do ponto de vista macro econômico a contribuição da agropecuária para o PIB é pequena, por que está no início da cadeia produtiva. Somando o restante dessa cadeia a participação é estimada em cerca de 20%. Mas ai, a agropecuária representa apenas 25% do PIB do agronegócio, com a indústria representand…