sexta-feira, 21 de junho de 2019

O governo Bolsonaro afinal começou


Muitos dos 57 milhões de brasileiros esperançosos por grandes mudanças, que votaram em Bolsonaro, acreditando no seu carisma, autoridade e determinação, desanimaram com o início do seu governo.

Ao permitir o ativismo de seus filhos e do guru deles  deu margem à imagem de que ele não mandava. Era mandado. Fraqueza fatal.

Resolveu "virar o jogo"

Não esperou por Sérgio Moro, para implantar a sua agenda armamentista  e editou um decreto, de constitucionalidade duvidosa. "É o que o meu povo quer. Eu quero assim e sou eu quem manda aqui. Vai ser assim".
Foi com Sérgio Moro testar a receptividade pública, indo ao estádio de futebol. Não foram vaiados, até aplaudidos..
Sentindo-se mais forte, demitiu o  General Santos Cruz e em seguida  os Presidentes do BNDES e dos Correios. 

Em Santa Maria voltou às ruas, para caminhada junto com o povo. A receptividade calorosa fortaleceu a sua sensação pessoal de recuperação do prestígio junto ao "povo".
Com a acolhida na Marcha para Jesus, Bolsonaro sentiu-se mais forte para se colocar como opção para 2022. 
Percebeu, o apoio ao estilo "mandão". É o que os seus adeptos esperam dele. 
Nada de articulação, de negociação. É o "eu mando e quem não gostar pede para sair. Se não eu tiro".

"Vou buscar e tenho o apoio da população para pressionar o Congresso a aprovar o que eu quero".

Esse exercício pleno de autoridade pode levar a um autoritarismo, com forte reação dos oponentes, dentro de alguns cenários básicos: 
perda de apoio da população, com manifestações populares decrescentes, reforçando a tutela para evitar a deterioração do Governo; 
o apoio amplo da população dando respaldo a soluções autoritárias, 
ou ainda o cenário radical: a saída antecipada.




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