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Mudança de visão

Assistindo ao noticiário da Globo News, das 18 horas, apraz-me uma mudança de orientação da emissora, dando mais ênfase e tempo a reportagens junto aos povoados e aos depoimentos da população.
A população dos povoados ao longo do Rio Doce, que vive da pesca no rio precisa ser assistida, além da época do defeso. Eles já devem estar recebendo as bolsas, mas elas devem ser prolongadas, com recursos supridos pela Samarco.
É preciso assegurar uma perspectiva a eles até que a condição efetiva do Rio Doce seja conhecida. O que terá que ocorrer após as chuvas de verão. 


Um mistério que cerca essa tragédia é a qualidade da água, em diversos pontos do Vale do Rio Doce. Os ambientalistas que são alarmistas - por natureza - já indicam as piores condições, embora sem análise conclusiva das amostras. O que precisa ser avaliado é o nível de decantação da lama pesada ao longo do rio e a diluição da lama leve que ficou mais à superfície, aumentando a turbidez. A menor penetração dos raios solares prejudica, sem dúvida, a flora e a fauna do rio, mas não se sabe em que níveis. 

O rio Doce foi severamente atacado, mas decretar a sua morte é precipitada. 

De toda forma promover as ações para a sua revitalização são necessárias e de imediato. 

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