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Como os eleitores vão votar em outubro de 2016?

O quadro nas principais capitais indica - neste momento, um mês antes das eleições -  uma reversão ao domínio da política tradicional, com  a predominância da eleição de políticos experientes, já testado em outras eleições.

Nas duas eleições municipais houve uma renovação com eleição de Prefeitos com perfil mais de gestores, alguns sem antecedentes eleitorais. Esses não foram mal, mas não souberam fazer política e com isso correm o risco de não serem reeleitos ou eleger o seu sucessor.
Uma boa administração para a opinião publicada não é suficiente para a manutenção no poder.

Em eleições anteriores com abundância de recursos financeiros, e maior tempo para a campanha pelo rádio e televisão os "postes" e "apadrinhados políticos" saíram de baixa preferência junto ao eleitorado para grandes saltos, acabando por vencer as eleições.  Isto é, o marketing político, sustentado com grandes volumes de recursos financeiros promoveu uma renovação de quadros.

Agora, sem esses recursos, a perspectiva é de que os novatos não decolem. Eles não dispõe de tempo suficiente para rodar toda a cidade, buscando o contacto direto com os eleitores.

Isso beneficia os políticos mais antigos, com maior relacionamento com os eleitores.

Essa análise, sobre os impactos da proibição do financiamento empresarial, associada à redução do tempo da propaganda obrigatória na televisão e rádio, indica as seguintes conclusões preliminares:

  1. os novatos, mesmo com fortes padrinhos políticos, não conseguirão se eleger, por não terem suficiente visibilidade para a conquista dos votos da opinião não publicada. Conseguirão disputar os votos da opinião publicada, mas esses não serão suficientes sem alcançar parte ponderável dos votos da opinião não publicada.
  2. com a menor eficácia dos segundos de televisão, o valor desses fica desvalorizado, não compensando aos partidos maiores pagarem muito por esses segundos. Como as coalizões vinham sendo feitos para agrega-los deixam de ter maior interesse.
  3. Como o tempo de TV e rádio era um dos principais ativos ganhos com a obtenção  do registro partidário, cairá o interesse na manutenção ou formação de partidos de aluguel. Além de tempo menor, o valor também será menor. Sem essa fonte de renda, e havendo ainda restrições de acesso ao Fundo Partidário, nem será necessário estabelecer cláusulas de barreira. Os nanicos existentes vão morrer por inanição. Os nanicos que irão sobreviver serão aqueles com propostas ideológicas e um mínimo de partidários, para assegurar a sua sobrevivência econômica. Como resultado final, haverá uma redução do número de partidos  políticos no Brasil.
  4. Os eleitores vão votar nos candidatos que ele conhece ou conheceu. A renovação vai ser menor e a predominância dos eleitos em 2016 será dos "velhos políticos".

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