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O contragolpe na calada da noite

Renan Calheiros promoveu com maestria um contragolpe, com objetivos reais submersos, mas bem argumentado acima da superfície, conseguindo executá-lo valendo-se do efeito surpresa.

No campo político o fatiamento foi o argumento decisivo para os votos dos indecisos. Aceitaram votar pela cassação, mas contra a perda de direitos políticos. A promessa foi de que isso abriria um precedentes para o julgamento deles mesmos em processos vindouros.

O golpe foi tramado por Renan com Jorge Viana, representando o PT. E a quatro mãos reescrito o roteiro da peça. Para dar tempo a votação final foi adiada da noite do dia 30 para a manhã do dia 31. Para dar tempo para o ensaio final.


Era preciso convencer o Presidente da sessão, o presidente do STF Enrique Ricardo Levandowski de aceitar o fatiamento. A ação de Renan foi em dois sentidos: demonstrar a viabilidade do fatiamento com base no Regimento Interno, juntamente com uma interpretação enviesada do artigo constitucional e a contrapartida da aprovação do aumento do Judiciário antes do dia 12 de setembro, quando se encarra o mandato de Enrique.

E Enrique topou o novo roteiro, racionalizando que no Senado estava como Presidente "ad-hoc" da instituição e regida pelo seu Regimento Interno. O que não comprometeria a sua posição como Ministro do STF nessa casa. Ou seja, poderia até votar em sentido contrário.

E a pobre da Dilma, que nem merendeira de escola pública poderia ser, foi envolvida na manobra, usada como isca para abrir a porteira por onde poderão passar todos os corruptos, sem perda dos direitos políticos.

Comentários

  1. É Hori... e a velhacaria continua se comportando segundo uma equação exponencial com tendência a infinito!

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  2. A velhacaria imprime um traço de inconfiabilidade a nossa política, prejudicial à atração de investimentos externos. É duro chegar a isso que está aí ao fim de nove meses de um parto dolorosíssimo.

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