Pular para o conteúdo principal

O futuro da política brasileira (2) - os passos seguintes

Os próximos passos (ou jogadas) ocorrerão todos no campo do Congresso Nacional, com dois jogos principais: a autorização (ou não) da investigação do Presidente Temer pelo STF por solicitação da PGR e a aprovação das reformas.
As partidas ocorrerão simultâneamente. A da reforma tem uma parte adiantada, a trabalhista, que deverá ser aprovada - fora uma inesperada surpresa de última hora - pelo Senado e levada à sanção do Presidente. A da previdência dependerá do andamento ou resultado da outra partida.

De um lado, Temer terá fortalecida a sua posição perante a base aliada e ganhará o apoio - velado ou ostensivo - das ditas "classes empresariais". 

De outro, os "tucanos" poderão considerar que Temer já cumpriu a missão essencial. Não terá condições de fazer aprovar a reforma da previdência. "Desembarcarão" e engrossarão os pró-saída de Temer.

O Congresso não quer aprovar qualquer reforma previdenciária. Como em outras ocasiões, a aprovação da reforma da previdência, terá que ser "comprada": principalmente do "baixo clero".

O pouco trunfo que resta a Temer é dizer ou mostrar ao "mercado" que com ele haverá uma reforma previdenciária, ainda que restrita. Com o seu sucessor - quem quer que seja - o risco é da reforma previdenciária ser adiada para a nova legislatura, ou seja, para 2019. 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cisma no clube da luluzinha

Em todas as grandes (e mesmo médias) empresas dominadas pelos executivos homens, as mulheres que alcançam os postos gerenciais tendem a se relacionar entre si, formar grupos entre elas seja para trocar conversas sobre as famílias, como sobre os demais gerentes e sobre o que ocorre ou acham que ocorre na empresa. Formam uma espécie de clube da luluzinha, em contraposição aos diversos clubes dos bolinhas, que se formam em muito maior número. 

Dentro da Petrobras, uma grande empresa com as características acima citadas, com o corpo gerencial e diretivo com predominância de homens, é natural que as poucas gerentes mulheres formassem o "clube da luluzinha". Duas se destacaram e subiram aos altos postos gerenciais: Maria das Graças Foster e Venina Velosa da Fonseca. Esta última preocupada com o rumos de operações "heterodoxas" buscou apoio na colega, contando-lhe das suas preocupações e suspeitas. Ela era a confidente a quem tratou das questões de forma cifradas. Colocou …

Políticas econômicas horizontais e verticais

As políticas públicas verticais focam partes ou setores específicos da economia, tendo como objetivo desenvolvê-los, mediantes estímulos e benefícios fiscais. São caracterizados como políticas industriais. Na realidade são políticas setoriais. A denominação industrial vem da tradução de "industry" que equivale a setor e não à indústria. É a política preferida dos estruturalistas ou agora heterodoxos, porque se tornaram minoria, contra  o domínio dos monetaristas. 

Esses defendem as chamadas políticas horizontais, com mecanismo de aplicação genérica, deixando ao mercado utilizar melhor tais condições.

Um caso típico é a política tributária. Os ortodoxos pregam formas de tributação genérica, aplicável igualmente a todos os setores da economia, com as mesmas alíquotas e regras. Pode haver diferenciação por faixas de valor, mas não por setores.

Já os estruturalistas querem a aplicação de condições diferenciadas para os setores que o Estado deseja promover e desenvolver. Essa difere…

Transformar a produção agrícola em alimentos para o mundo

A agropecuária brasileira é - sem dúvida - uma pujança, ainda pouco reconhecida pela "cultura urbana". Com um grande potencial de desenvolvimento, diante do crescimento da demanda por alimentos pelo mundo, tem feito um grande esforço de marketing para ser reconhecido. Conta com o apoio da Rede Globo que tem feito uma persistente campanha na televisão sobre "Agro é tech, agro é pop, agro é tudo". Contestada nas redes sociais onde os "ambientalistas" dominam.

A idéia ou lema do "Brasil celeiro do mundo", sintetiza a posição da agropecuária, que acaba tendo uma resistência inconsciente por parte da sociedade urbana que não quer ser dominada pelo campo. 

Do ponto de vista macro econômico a contribuição da agropecuária para o PIB é pequena, por que está no início da cadeia produtiva. Somando o restante dessa cadeia a participação é estimada em cerca de 20%. Mas ai, a agropecuária representa apenas 25% do PIB do agronegócio, com a indústria representand…