Pular para o conteúdo principal

As saídas recusadas

Embora fraca na gestão dos temas conjunturais a Presidente Dilma luta para preservar ou desenvolver a sua visão para o Brasil, o que marca os rumos estruturais.

A principal visão é tornar o Brasil um país de classe média consumidora, o que leva à absoluta priorização no atendimento do mercado interno, com desprezo do mercado externo.


A maior consequência é que o Brasil está amplamente inserido nas cadeias produtivas globais, mas não nas cadeias de suprimento.

Ela quer as multinacionais presentes no país para produzir aqui o necessário para suprir a demanda nacional, mas não para serem a alavanca do Brasil para a maior participação nos mercado externos. Mas não concorda em transferir as decisões sobre o Brasil para a sede delas.

Insiste num Brasil industrial, inaceitando o Brasil das commodities, apesar desse estar em franco desenvolvimento, apesar de uma crise internacional que tem afetado os preços para baixo.

O Brasil tem saída para a crise econômica, a curto prazo, através do mercado externo, melhor utilização das suas commodities e ampliação do papel das multinacionais. Essa saída não é adotada, por resistência pessoal da Presidente Dilma.

O cenário pós Dilma, significa um Brasil sem essas idiossincrasias. E poder retomar o rumo do seu crescimento.

(ver o texto estendido na coluna artigos, aqui à direita. É o último da lista).

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cisma no clube da luluzinha

Em todas as grandes (e mesmo médias) empresas dominadas pelos executivos homens, as mulheres que alcançam os postos gerenciais tendem a se relacionar entre si, formar grupos entre elas seja para trocar conversas sobre as famílias, como sobre os demais gerentes e sobre o que ocorre ou acham que ocorre na empresa. Formam uma espécie de clube da luluzinha, em contraposição aos diversos clubes dos bolinhas, que se formam em muito maior número. 

Dentro da Petrobras, uma grande empresa com as características acima citadas, com o corpo gerencial e diretivo com predominância de homens, é natural que as poucas gerentes mulheres formassem o "clube da luluzinha". Duas se destacaram e subiram aos altos postos gerenciais: Maria das Graças Foster e Venina Velosa da Fonseca. Esta última preocupada com o rumos de operações "heterodoxas" buscou apoio na colega, contando-lhe das suas preocupações e suspeitas. Ela era a confidente a quem tratou das questões de forma cifradas. Colocou …

Políticas econômicas horizontais e verticais

As políticas públicas verticais focam partes ou setores específicos da economia, tendo como objetivo desenvolvê-los, mediantes estímulos e benefícios fiscais. São caracterizados como políticas industriais. Na realidade são políticas setoriais. A denominação industrial vem da tradução de "industry" que equivale a setor e não à indústria. É a política preferida dos estruturalistas ou agora heterodoxos, porque se tornaram minoria, contra  o domínio dos monetaristas. 

Esses defendem as chamadas políticas horizontais, com mecanismo de aplicação genérica, deixando ao mercado utilizar melhor tais condições.

Um caso típico é a política tributária. Os ortodoxos pregam formas de tributação genérica, aplicável igualmente a todos os setores da economia, com as mesmas alíquotas e regras. Pode haver diferenciação por faixas de valor, mas não por setores.

Já os estruturalistas querem a aplicação de condições diferenciadas para os setores que o Estado deseja promover e desenvolver. Essa difere…

Transformar a produção agrícola em alimentos para o mundo

A agropecuária brasileira é - sem dúvida - uma pujança, ainda pouco reconhecida pela "cultura urbana". Com um grande potencial de desenvolvimento, diante do crescimento da demanda por alimentos pelo mundo, tem feito um grande esforço de marketing para ser reconhecido. Conta com o apoio da Rede Globo que tem feito uma persistente campanha na televisão sobre "Agro é tech, agro é pop, agro é tudo". Contestada nas redes sociais onde os "ambientalistas" dominam.

A idéia ou lema do "Brasil celeiro do mundo", sintetiza a posição da agropecuária, que acaba tendo uma resistência inconsciente por parte da sociedade urbana que não quer ser dominada pelo campo. 

Do ponto de vista macro econômico a contribuição da agropecuária para o PIB é pequena, por que está no início da cadeia produtiva. Somando o restante dessa cadeia a participação é estimada em cerca de 20%. Mas ai, a agropecuária representa apenas 25% do PIB do agronegócio, com a indústria representand…