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Ilusões nacional-desenvolvimentistas

O projeto nacional-desenvolvimentista se fundou numa  industrialização voltada para o mercado interno, tendo como estratégia a substituição de importações e o fechamento do mercado uma vez promovida a mesma, setorialmente ou por produto. 

Promoveu um acelerado crescimento econômico, até os anos oitenta, e teria se esgotado, quando o país alcançou um elevado nível de autossuficiência industrial, a par de grandes dívidas e ai "perdeu o rumo". 

Desindustrializou-se e agora os nacional- desenvolvimentistas propõe a reindustrialização, mas sempre voltados para o mercado interno, como Carlos Lessa, em entrevista ao Jornal dos Economistas, publicado pelo CORECON-RJ.

Uma alternativa para a reindustrialização brasileira, para não ficar fortemente dependente da indústria automobilística, ainda no setor metal-mecânico, o que poderia contar como apoio dos metalúrgicos seria o de eletrodomésticos. Porém esse não só sofreu uma desindustrialização, por conta de equívoco na concepção da Zona Franca de Manaus - contaminada pela ideologia nacional-desenvolvimentista - como foi amplamente desnacionalizada. O Brasil perdeu a corrida tecnológica, nesse setor, para as campeãs nacionais (da Coreia do Sul).

Outra alternativa apontada é dos materiais de construção puxada pelas necessidades habitacionais e o programa Minha Casa, Minha Vida. Sustenta os setores de cimento e de ferro de construção, sob domínio de empresas nacionais. 
O mesmo não ocorre com o setor de tintas, dominado por grandes multinacionais. O segmento de revestimentos cerâmicos se "desindustrializou" diante da concorrência dos produtos asiáticos e tem poucas possibilidades de revitalização.

A indústria voltada para o mercado interno tem poucas possibilidades de reanimar o crescimento econômico. 



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