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A visão do eleitor


O eleitor real não é aquela figura idealizada pelos cientistas políticos e por outros que o desenham como uma pessoa que vota num representante. Alguém que o represente nas Casas de Poder, os seus ideais, os seus sonhos, as suas "visões de mundo". 


As pesquisas dizem que a maioria dos eleitores não se sente representado pelos políticos. Mas cabe indagar: o eleitor que votou em Tiririca o fez para ser representado por ele? Representado no que? 

Ainda que com menor interesse generalizado, o eleitor quer saber se o seu voto elegeu o candidato. Se elegeu se dá por satisfeito. Se ele não foi eleito se dá por perdido. 

Não é bem assim. O eleitor vota em um e pode eleger outro. 

Essa manipulação do voto do eleitor, pelo sistema proporcional, tem sido o principal argumento dos defensores do "distritão". 

Nesse sentido, o distritão é mais representativo e democrático do voto do eleitor. Desde que a eleição seja personalizada. Isto é, quando o eleitor vota num candidato, pessoa física. 

Para o eleitor o distritão é um sistema mais simples. Atende melhor o seu voto.

Então por que tanta rejeição e oposição da opinião publicada contra o distritão? Porque, por outro lado tem muitas inconveniências. 

Mas a razão principal seria uma visão do eleitor como hipossuficiente. Ele não teria consciência política e seria manipulados pelos políticos. 

E, na visão dos opositores do distritão, este ampliaria o poder de manipulação, reelegendo-se com os votos deles. 

O distritão criaria ou ampliaria restrições para que o eleitor viesse a escolhe novos candidatos, novos políticos, não comprometidos com os velhos esquemas, promovendo a renovação do Congresso.





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