Pular para o conteúdo principal

A falsa renovação no Congresso

Em todas as eleições para o Congresso Nacional há uma mudança na composição dos deputados federais, acima de 50% o que caracterizaria uma permanente renovação. O que é falso: induzido por números globais, sem análise mais detalhada ou qualitativa. Os novos não são tão novos.
Entre os novos que foram eleitos em 2014, ocupando o lugar dos não reeleitos, podem ser caracterizados como:

  • suplentes promovidos;
  • políticos promovidos;
  • retornantes;
  • substitutos;
  • familiares;
  • novatos de fato
Suplentes promovidos são os que ficaram na suplência em 2010 e conseguiram se eleger como titulares em 2014. 
Políticos promovidos são ex-prefeitos ou ex-deputados estaduais que buscam um patamar superior, não tentado anteriormente.
Retornantes são os que em 2010 não se candidataram por estar em outros cargos, como de Prefeito Municipal, Governador ou fizeram parte de chapa derrotada para as funções executivas e retornaram em 2014. 
Substitutos são os que emergem como candidatos no lugar de seu pai, avó ou lider politico de prestígio, por estarem impedidos pela "ficha limpa", outras restrições, ou por se candidatarem a outros cargos. 
Familiares podem ser substitutos ou não. 
Finalmente os novatos de fato são os que não tem antecedentes político-eleitorais, caracterizando uma efetiva renovação. 
Tomando o exemplo do Espirito Santo os reeleitos em 2014 representariam 40%, 50% seriam uma falsa renovação. A renovação efetiva foi de apenas 10%

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Políticas econômicas horizontais e verticais

As políticas públicas verticais focam partes ou setores específicos da economia, tendo como objetivo desenvolvê-los, mediantes estímulos e benefícios fiscais. São caracterizados como políticas industriais. Na realidade são políticas setoriais. A denominação industrial vem da tradução de "industry" que equivale a setor e não à indústria. É a política preferida dos estruturalistas ou agora heterodoxos, porque se tornaram minoria, contra  o domínio dos monetaristas. 

Esses defendem as chamadas políticas horizontais, com mecanismo de aplicação genérica, deixando ao mercado utilizar melhor tais condições.

Um caso típico é a política tributária. Os ortodoxos pregam formas de tributação genérica, aplicável igualmente a todos os setores da economia, com as mesmas alíquotas e regras. Pode haver diferenciação por faixas de valor, mas não por setores.

Já os estruturalistas querem a aplicação de condições diferenciadas para os setores que o Estado deseja promover e desenvolver. Essa difere…

Cisma no clube da luluzinha

Em todas as grandes (e mesmo médias) empresas dominadas pelos executivos homens, as mulheres que alcançam os postos gerenciais tendem a se relacionar entre si, formar grupos entre elas seja para trocar conversas sobre as famílias, como sobre os demais gerentes e sobre o que ocorre ou acham que ocorre na empresa. Formam uma espécie de clube da luluzinha, em contraposição aos diversos clubes dos bolinhas, que se formam em muito maior número. 

Dentro da Petrobras, uma grande empresa com as características acima citadas, com o corpo gerencial e diretivo com predominância de homens, é natural que as poucas gerentes mulheres formassem o "clube da luluzinha". Duas se destacaram e subiram aos altos postos gerenciais: Maria das Graças Foster e Venina Velosa da Fonseca. Esta última preocupada com o rumos de operações "heterodoxas" buscou apoio na colega, contando-lhe das suas preocupações e suspeitas. Ela era a confidente a quem tratou das questões de forma cifradas. Colocou …

A decadência econômica e cultural da Av Paulista

A Avenida Paulista, na cidade de São Paulo, criada como a principal via de um loteamento de alto padrão, foi sempre tomada pelo capital e tornou-se um grande símbolo do capitalismo brasileiro.
Sofreu transformações, mas sempre sob o predomínio do capitalismo.
Está sob forte ataque dos movimentos sociais anticapitalistas que a "ocupam" com as suas passeatas, muitas vezes acompanhadas pelos blackblocs que aproveitam para depredar as agências bancárias. Como símbolo de destruição do capitalismo. 

A atual gestão municipal, de esquerda, mas representando mais a classe média ideológica do que o povo, propriamente dito, também quer tomar a Avenida, combatendo outro grande símbolo da civilização capitalista ocidental: o automóvel.

Fecha a avenida para os veículos motorizados, inclusive os õnibus e a abre para a classe média e para alguns pobres, nos domingos.

A elite cultural havia eleita a Avenida Paulista e seu entorno, como o polo do cinema-arte. Para frequentá-lo nos fins de semana.