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E agora?

Após uma grande barafunda com os limites de auto-doações (existe isso?) para as campanhas eleitorais, com alteração da lei anterior, sua revogação, veto à revogação, parece que ficou tudo como d'antes.
As doações só podem ser de pessoas físicas, com o limite de 10% do rendimento do ano anterior. O que, supostamente, favorecerá os candidatos mais ricos que poderão autofinanciar a sua campanha. No caso de deputados federais até o limite de R$ 2,5 milhões.

Dispondo desses recursos, a questão passa a ser: onde e como gastar esses recursos para que retornem em forma de votos?

Os novatos ricos estão imbuídos da visão de que tudo se resume às "redes sociais". Essas terão importância nas eleições, mas poderão não ser suficientes para garantir uma eleição, nem mesmo de deputado federal, com cerca de 50 mil votos. Dependendo do Estado.

Pesquisas recentes mostram que ainda estamos muito longe da universalização da internet, muito menos da banda larga e menos ainda da banda larga móvel. 

Embalados pelo sucesso momentâneo de João Dória Jr, eleito Prefeito de São Paulo, em primeiro turno, surpreendendo os analógicos, os digitais já acham que são a quase totalidade da população. Não são. 
E as mensagens políticas não deverão chegar nem à metade dos eleitores. Os analógicos continuarão apostando nos meios tradicionais, principalmente o radinho de pilha. Ainda não aposentado. 

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