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Alternativas de população alvo dos candidatos

Referimo-nos em artigo anterior que o novato terá que se concentrar em uma dada população alvo, que poderá ser geográfica (ou territorial), tribal ou setorial, em sua campanha.

A população alvo geográfica será o eleitorado de um Municipio ou um conjunto de Municipios de uma mesma região. Em alguns casos de megamunicipios como o de São Paulo, poderá ser a de uma subprefeitura ou região administrativa.

Brigar pela conquista de um eleitorado local pode ser uma estratégia perdedora para os novatos. Essa é a estratégia preferida dos veteranos para assegurar a partir de uma base local, a sua eleição para deputado federal.

O político tradicional promete o atendimento às necessidades das pessoas pelos serviços públicos. Isso poderá não ser importante ou prioritário para os eleitores de classe média ou alta, que não dependem dos serviços públicos, para o atendimento às suas necessidade de saude, educação ou segurança. Podem recorrer aos serviços privados.
Já em relação à mobilidade urbana, a eventual carência de meios para a movimentação das pessoas dentro da cidade, afeta - democraticamente - a todos.

Tradicionalmente o deputado opera e é aceito como despachante da comunidade local.

Colocações menos pontuais de parte dos novatos poderá não ter condições de concorrer com as promessas ou propostas dos veteranos.

"Ao fim e ao cabo" o objetivo principal das campanhas eleitorais é conquistar "corações e mentes" dos eleitores, para ganhar o voto deles.

O novato não pode entrar numa campanha eleitoral, supondo, ou acreditando, que a Operação Lava-Jato irá dizimar todos os veteranos e ele encontrará o caminho livre, concorrendo apenas com outros novatos.

A perspectiva é que muito veteranos poderão estar enfraquecidos, mas estarão na disputa pelos "corações e mentes" dos eleitores.




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