quinta-feira, 16 de novembro de 2017

O impasse dos investimentos ferroviários

Há um grande consenso nacional que o Brasil tem um grande potencial como produtor agropecuário. Mas que esse potencial é prejudicado pela carência de infraestrutura que encarece demasiadamente o custo logístico, anulando a competitividade, alcançada dentro das fazendas.
E também é predominantemente aceito que a solução está no escoamento dos grãos via hidrovia e ferrovia, por terem custos menores. Mas que não ocorre na prática.
Eles oferecem um preço pouco abaixo do frete rodoviário, efetivamente praticado além da seletividade de clientes, o que impede o acesso de grande parte dos produtores em utilizar a ferrovia.
Dai o produtor tem que usar o meio rodoviário, pagando 100 (valor de referência) ou usar o ferroviário a 90. Não adianta os técnicos dizerem que nos EUA ou na Argentina, ele pagaria 30 ou 40. É a condição comercial. 

Os concessionários querem renovar os seus contratos sem alterar substancialmente as condições do direito de passagem, para manter as suas políticas comerciais e rentabilidade. 
Já os usuários representados pela CNA e pela ANUT querem maior participação para os operadores independentes e menores restrições comerciais.
A força do lobby conseguiu dar andamento aos processos de renovação, mas "empacou" na resistência da CNA, da ANUT e das associações dos produtores (APROSOJAs) e outras associações, como a Ferrofrente.
Eles deram um "nó" no processo e o Governo não sabe como desatar. 

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