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Dórialusconi

A Operação Lava Jato se inspira na Operação Mani Pulite , ou Mãos Limpas realizada na Itália e pode servir de roteiro do que pode (ou vai) acontecer com a política no Brasil.
Seguindo o processo ocorrido na Itália, as lideranças políticas atuais serão varridas, pelos eleitores em 2018 e, após perder o foro privilegiado, acabarão condenados e presos por juizes de 1ª Instância. 

Os grandes partidos serão desidratados e abrirão espaço para novos e para novas lideranças. 

No Congresso Nacional muitos sobreviverão e voltarão. Mas não serão as lideranças atuais. Será uma grande parte do "baixo clero".

Já entre os Senadores, 1/3 ainda terão um mandato de 4 anos pela frente. Dos 2/3 que terão que disputar as eleições muitos não voltarão.

Com o vácuo aberto com a rejeição aos candidatos mais tradicionais, já estão emergindo novas alternativas para a Presidência, que poderão se desenvolver até 2018.

Dois nomes já estão despontando: João "Berlusconi" Dória e Jair "Hugo Chaves" Bolsonaro.

João Dória tem alguns pontos comuns com Silvio Berlusconi: é homem de televisão e rico. Jair Bolsonaro é ex-militar e populista, como foi Hugo Chaves. Embora diametralmente opostos do ponto de vista ideológico tem em comum o populismo baseado em posições radicais.

Nenhum dos dois pode ser subestimado. 

Pesquisas mostram a preferência dos jovens por Jair Bolsonaro.  Para os jovens, praticamente, não existe passado político. Só presente. Os principais protagonistas da política brasileira são os mesmos desde que tiraram o seu título de eleitor, a partir dos anos noventa. Ditadura militar, repressão aos direitos individuais só conhecem de história.

Dória e Bolsonaro seriam de direita. A esquerda não tem ainda uma nova liderança para assumir a bandeira de Lula, a não ser ele próprio  ou a sua sucessora, ambos provavelmente inabilitados à concorrência. Ciro Gomes seria uma alternativa do PT, mas não da esquerda. 

Restaria Marina Silva, figura contraditória, avançada em questões políticas e conservadora em questões religiosas e sócio-culturais, como o direito ao aborto, casamento homossexual e outros. 

Os cenários para 2018 e 2022 devem ser avaliados segundo uma visão básica: a ocupação do vazio gerado pela Operação Lava-Jato e seus desdobramentos.

O fantasma Berlusconi que se seguiu ao mani pulite paira sobre a política brasileira. 

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