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Terceirização e as "ondas industriais"

A batalha da terceirização gira em torno das "ondas industriais". 
Com a chegada ao Brasil da "segunda onda industrial" caracterizada pelo "fordismo" foram  consolidadas as Leis do Trabalho - CLT. Com um grande símbolo: a carteira de trabalho. 
Esse modelo de produção prevaleceu até o final dos anos oitenta, quando com a emergência da globalização, se evidenciou um novo modelo, caracterizado como terceirização, ou "outsourcing" (na expressão inglesa). 

Para os trabalhadores, para a "classe trabalhadora" e para os defensores da CLT as mudanças foram vistas e interpretadas como tentativas de fuga à CLT e aos direitos e benefícios previstos pela mesma e pelas legislações posteriores. Simbolizada pelo lema "precarização das condições (ou relações) de trabalho".

A tentativa de fuga à CLT é um fato inequívoco. 

Mas ocorre de diversas formas, tanto formais como informais. Uma delas é a "pejotização".

Para o trabalhador PJ, mesmo com uma remuneração maior no seu valor-hora, incorporando a ela todos os direitos, benefícios e acréscimos, há uma sensação de perda. Não terá a garantia de uma receita fixa a cada mês. Tem que "ralar" para garantir a sua receita. Quando quiser tirar férias, terá que ser por conta própria, deixando de receber nesse período e sem direito a qualquer adicional. No final do ano não terá décimo-terceiro e quando dispensado não terá aviso prévio, tampouco levantamento do Fundo de Garantia.

Não terá perspectiva de carreira dentro da empresa

Para quem tem a cultura "celetista", mesmo com a preservação ou melhoria de remuneração são grandes e essenciais perdas. 

A sensação é efetivamente de "precarização". 

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