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Ataque especulativo e defesa aberta

O Brasil e o real estão sendo objeto de um ataque especulativo que irá continuar porque o país está com a defesa aberta e resiste em cobrir o buraco pelo qual os especuladores estão atacando.
O argumento que é usado é a crise política. O que é falso.
A "pergunta que não quer se calar" é porque as exportações de manufaturados continuam em queda, quando deveriam estar "subindo que nem um foguete", no rastro da subida do dólar.
Apesar da recuperação dos preços em reais, os fabricantes não estariam retomando a produção, preferindo ficar na espera, reduzindo o quadro de empregados, por falta de confiança no futuro.

Os produtos industriais precisam ser fabricados, com parte dos seus insumos e componentes importados. 
Eles estariam com medo de importar agora com o dólar caro e na hora de exportar ter um dólar mais fraco.

Com a falta de confiança no futuro, os industriais brasileiros estariam com medo de arriscar. Com medo de produzir mais.

Há o caminho das multinacionais que, diante das novas circunstâncias, poderiam transferir mais produtos brasileiros, agora mais baratos, para outras subsidiárias. 

Como exportação da multinacional é uma decisão centralizada, que decorre a divisão de tarefas definidas pelo centro corporativo, o Brasil fica na espera, em nome da sua soberania.

Enquanto isso os especuladores aproveitam.

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