Com a continuidade da guerra política a produção legislativa de interesse do Governo não prosperará.
Lançar
a proposta de uma Reforma Previdenciária é um factóide, que açula o
ânimo de alguns, ao mesmo tempo que gera reações contrárias de outros.
Não
há nenhuma condição de sua aprovação, a menos de um inócuo debate na
mídia, nas redes sociais, nos meios acadêmicos, para os ouvidos moucos
dos parlamentares.
Somente
poderá ter um andamento efetivo depois de encerrado os processos de
retirada da Presidente do cargo (seja pelo TSE ou pelo Congresso) com
cenários diversos conforme os resultados.
Se
a Presidente Dilma se mantiver no cargo terá melhores condições de
aprovar a reforma previdenciária.
Ao contrário, o
substituto de Dilma, quem quer seja, terá maior dificuldade em aprovar a
reforma previdenciária, dada a maior intensidade da movimentação
contrária nas ruas.
Reforma
política será ainda mais inviável. Eventualmente poderão ser aprovadas
algumas medidas parciais, como a cláusula de barreira. Mas essas também
enfrentarão grande dificuldades, no quadro atual do Congresso. Os
grandes partidos só representam 1/3 da Câmara dos Deputados e um pouco
mais no Senado, mas não chegam à maioria. O domínio é dos médios e
pequenos partidos.



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