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1/3 pra cá, 2/3 pra lá


Com as novas regras do conteúdo local, o resultado provável é que nos principais equipamentos a serem adquiridos pelas petroleiras, a indústria brasileira terá participação ínfima ou nula. 

A ideia ou objetivo de criar ou fortalecer uma indústria nacional dentro da cadeia produtiva de petróleo & gás fracassou, por erros estratégicos e distorções.  O erro estratégico foi de orientar essa indústria apenas para o suprimento nacional e não o de desenvolver uma indústria internacionalmente competitiva. Para isso precisaria se preparar para fornecer para todo o mundo, concorrendo com todo o mundo e não apenas para o país, com proteção governamental. As condições fundamentais para a competitividade são a escala e a continuidade de produção. Estão interligados, pois sem uma grande escala e diversidade de clientes não se consegue manter uma carteira com produção contínua.
A grande distorção foi usar a política de conteúdo nacional para o desenvolvimento de empresas dispostas a contribuir com propinas para as campanhas eleitorais. Do que algumas pessoas se aproveitaram para enriquecimento próprio.


A redução dos índices de conteúdo nacional e a adoção de índices globais por grande segmentos, vai levar à marginalização da participação industrial nos principais fornecimentos. A quota local vai ser preenchido predominantemente por serviços. 

É uma oportunidade para o Brasil desenvolver o setor de serviços, principalmente em áreas de alta tecnologia e inovação. É uma grande oportunidade para a engenharia.

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