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3ª Revolução Industrial

A principal marca da 3ª Revolução Industrial não é a tecnologia da informação, embora essa esteja associada à nova onda. O fato mais marcante que alterou a estrutura industrial mundial é a mudança da escala de produção das fábricas.
A China, em pouco tempo, tornou-se o maior produtor industrial do mundo, inundando o mercado com produtos tecnologicamente avançados e custos mais baixos. 

A China fez das megas escalas de produção numa só unidade fabril, o seu grande fator competitivo. Difundiu-se a idéia de que a China oferecia produtos mais baratos em função da sua mão-de-obra mais barata. Embora esse seja um fator importante, não foi o principal. A grande "revolução" foi a conjugação de escala, tecnologia e mão-de-obra. 

Confrontando a estrutura industrial do Brasil, com o da China, verifica-se que em alguns setores, uma única unidade fabril chinesa produz mais que todo o conjunto de empresas brasileiras do mesmo setor. 

Foi a mega escala que viabilizou a introdução de modernas tecnologias, dado o alto nível de investimentos em P&D e a necessidade de grandes escalas para absorver tais investimentos. 

Sem o impressionante aumento da escala de produção na unidade fabril, não teria ocorrida a ampla introdução das tecnologias digitais que foi vista como o marco da 3ª Revolução Industrial. 

A 4ª Revolução Industrial busca a reversão desse processo de elevação da escala de produção, para usar as novas tecnologias para o retorno da produção diferenciada em pequena escala. 

Busca o sentido oposto à massificação, para a produção individualizada, doméstica.

A grande marca da 4ª Revolução Industrial não será a internet das coisas, ou a automação industrial, mas a dita impressora 3 D. 

Todo ciclo produtivo, desde  a concepção até a obtenção do produto final poderá ser produzido em casa. 

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