Pular para o conteúdo principal

Sobrevida para Temer

A divulgação da gravação clandestina feita por Joesley Batista e entregue ao Ministério Público e ao Ministro Fachin, a troco de "mortadela" torna o mandato de Temer na Presidência insustentável.

Não pelo teor da conversa, que embora não tenha confirmado em detalhes o que foi divulgado pelo colunista do Globo, mostra claramente a enorme estupidez de Temer. Ele que sempre foi cuidadoso em esconder os seus malfeitos caiu "como um patinho" na esparela de um notório bandido que até agora se saiu bem. E Temer virou "pato manco".

A diferença da divulgação inicial com a gravação, indica, embora não vá ser confirmada, que o informante do colunista da Globo teria sido o próprio Joesley. Com uma intenção adicional. Gerar um pânico no mercado e faturar com isso. O que conseguiu. Segundo indícios, ele teria ganho só com a especulação cambial, muito mais do que terá que pagar como multa. No caso dele míseros 250 milhões de reais. 

Temer deixará a Presidência ainda em 2017. O melhor momento para ele será o dia 1 de junho. No artigo explico porque. 

Comentários

  1. Realmente a posição de Temer é insustentável,pela sua surpreendente ingenuidade.A reunião consistiu em um relato de Joesley dos crimes que estava praticando. Temer não somente ouviu, mas em alguns momentos deu a ideia de que aprovava. Não houve o episódio de aprovação por Temer da compra do silêncio de Cunha. Criticável a postura da Policia Federal e Ministério Público, que lançaram a denúncia nas vésperas da aprovação das Reformas Trabalhista e Previdenciária.Aliás, todos são funcionários públicos e é sabido que a corporação é totalmente contra a aprovação da reforma previdenciária que irá prejudicar a categoria. Incompreensível também a não punição dos irmãos Batista,que cometeram todos os tipos de crimes e tiveram o desplante de gravar conversa com o Presidente em forma clandestina. De qualquer forma, não há outra opção e a melhor alternativa agora é a renúncia de Temer.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Cisma no clube da luluzinha

Em todas as grandes (e mesmo médias) empresas dominadas pelos executivos homens, as mulheres que alcançam os postos gerenciais tendem a se relacionar entre si, formar grupos entre elas seja para trocar conversas sobre as famílias, como sobre os demais gerentes e sobre o que ocorre ou acham que ocorre na empresa. Formam uma espécie de clube da luluzinha, em contraposição aos diversos clubes dos bolinhas, que se formam em muito maior número. 

Dentro da Petrobras, uma grande empresa com as características acima citadas, com o corpo gerencial e diretivo com predominância de homens, é natural que as poucas gerentes mulheres formassem o "clube da luluzinha". Duas se destacaram e subiram aos altos postos gerenciais: Maria das Graças Foster e Venina Velosa da Fonseca. Esta última preocupada com o rumos de operações "heterodoxas" buscou apoio na colega, contando-lhe das suas preocupações e suspeitas. Ela era a confidente a quem tratou das questões de forma cifradas. Colocou …

Políticas econômicas horizontais e verticais

As políticas públicas verticais focam partes ou setores específicos da economia, tendo como objetivo desenvolvê-los, mediantes estímulos e benefícios fiscais. São caracterizados como políticas industriais. Na realidade são políticas setoriais. A denominação industrial vem da tradução de "industry" que equivale a setor e não à indústria. É a política preferida dos estruturalistas ou agora heterodoxos, porque se tornaram minoria, contra  o domínio dos monetaristas. 

Esses defendem as chamadas políticas horizontais, com mecanismo de aplicação genérica, deixando ao mercado utilizar melhor tais condições.

Um caso típico é a política tributária. Os ortodoxos pregam formas de tributação genérica, aplicável igualmente a todos os setores da economia, com as mesmas alíquotas e regras. Pode haver diferenciação por faixas de valor, mas não por setores.

Já os estruturalistas querem a aplicação de condições diferenciadas para os setores que o Estado deseja promover e desenvolver. Essa difere…

Transformar a produção agrícola em alimentos para o mundo

A agropecuária brasileira é - sem dúvida - uma pujança, ainda pouco reconhecida pela "cultura urbana". Com um grande potencial de desenvolvimento, diante do crescimento da demanda por alimentos pelo mundo, tem feito um grande esforço de marketing para ser reconhecido. Conta com o apoio da Rede Globo que tem feito uma persistente campanha na televisão sobre "Agro é tech, agro é pop, agro é tudo". Contestada nas redes sociais onde os "ambientalistas" dominam.

A idéia ou lema do "Brasil celeiro do mundo", sintetiza a posição da agropecuária, que acaba tendo uma resistência inconsciente por parte da sociedade urbana que não quer ser dominada pelo campo. 

Do ponto de vista macro econômico a contribuição da agropecuária para o PIB é pequena, por que está no início da cadeia produtiva. Somando o restante dessa cadeia a participação é estimada em cerca de 20%. Mas ai, a agropecuária representa apenas 25% do PIB do agronegócio, com a indústria representand…