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Eramos felizes e não sabiamos!

Ao longo de doze anos dos governos petistas, o povo brasileiro viveu em condições supostamente melhores. A economia, como um todo, cresceu pouco, com altos e baixos, mas cresceu. Alguns segmentos cresceram mais.  A inflação apesar de algumas elevações, ficou sob controle.
O mais importante é que não havia um desemprego intenso. E a cada anos eram criados mais empregos formais. 
As situações favoráveis foram promovidas  por ações governamentais, que ao perderem vigor foram sustentadas pelas "pedaladas".

Essa sustentação artificial foi suficiente para garantir a reeleição da petista Dilma, mas ela mesmo teve que mudar inteiramente a ação governamental, "abrindo as porteiras" para uma crise "nunca antes ocorrida no país". 

A percepção política da crise, alimentou o processo de derrubada da Presidente.

Para uma grande parte da população não importa quem seja o culpado pela crise. Está infeliz e acha que a solução está, de novo, na derrubada do presidente de plantão. Para o imaginário popular, o "Fora Temer" resolveria os problemas. 

E uma parte crescente da população começa a ver em Lula, a solução para o retorno dos "bons tempos, em que eramos felizes e não sabíamos". 

E não soube que debaixo de toda aquela ação governamental foi montado e operado o maior esquema mundial de corrupção pública.

Mas uma parte significativa da população, quer apenas a volta da parte boa do governo petista. E tem esperança de que os melhores dias voltarão com Lula na Presidência. 

Não é, pois, surpresa que Lula tenha a preferência nas pesquisas para a futura eleição presidencial. E continuará crescendo, com a persistência da crise. 

Como vem ocorrendo em outros países, as eleições de 2018 serão dominadas pelo populismo. 

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