quarta-feira, 14 de outubro de 2015

A real estratégia norte-americana com o TPP

Os EUA estão tentando repetir a mesma estratégia que adotaram no pós-guerra para conter o avanço soviético no Leste Asiático.
Levaram para paises como a Tailândia, Malásia, Cingapura, Taiwan e outros a produção de marcas americanas, para gerar empregos garantindo a sua aquisição, para suprir o mercado interno e mundial.
Com essa estratégia deram origem à globalização das cadeias produtivas.


Com a China os EUA tentaram repetir o mesmo modelo, mas o Partido Comunista Chinês obrigou as empresas estrangeiras a se associaram com empresas chinesas. Essas aprenderam a produzir e, através de cópias não autorizadas, passaram a produzir concorrentes dos produtos norte-americanos. A escala da produção chinesa ameaça a norte-americana.

Para frear esse processo os EUA em parceria com o Japão, dois dos maiores mercados mundiais, buscará transferir produção norte-americana da China para outros países do Pacífico, sejam asiáticos, como sul-americanos. 

O objetivo é usá-los como plataformas de exportação, com mão-de-obra barata substituindo as plataformas chinesas. 

Os EUA não estão dispostos a continuar alimentando o crescimento chinês às suas custas. 

Claramente, com o TPP a China deixa de ser parceira para virar adversária dos EUA. 

 Não se pode dizer que o Brasil não quis entrar no jogo. Na realidade, não foi chamado. 

O Brasil não está apenas atrasado na realização dos acordos. Ficou desimportante, como a periferia da periferia da nova configuração do mundo.

Um comentário:

A vontade do Soberano submetida ao Senado Federal

O anúncio pelo Presidente Bolsonaro da indicação do filho Eduardo para a embaixada do Brasil nos EUA, decorre do voluntarismo do soberano, o...