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A última saída

Imobilizado pelas crises gêmeas (política e econômica) o Brasil corre o risco de perder o grau de investimentos. Com isso reduzir-se-á mais ainda o fluxo de investimentos externos. 

O Balanço de Pagamentos que contabiliza todas as contas do país com o exterior, tende a ficar negativo.

Precisará ampliar substancialmente receitas externas, para o que só restou uma alternativa significativa: exportação de produtos industrializados.

A geração de substanciais superavits comerciais está na dependência das multinacionais que se instalaram no país, como etapa final de fabricação para o mercado interno, importando os insumos. Elas não se instalaram para uma produção voltada ao suprimento para o resto do mundo.

A elevação do dólar, associada à crise externa obriga-as a mudar de estratégia: elas precisam exportar para absorver, ainda que parcialmente, a elevação do dólar. Uma vez que não conseguem repassá-la nas vendas ao mercado interno.

A alternativa é reverter a sua estrutura produtiva de montadora final para o mercado interno para plataformas continentais ou mundiais.

Não dependem de iniciativa governamental, de uma política industrial, mas de necessidade empresarial.

Mas essa estratégia será favorecida pela retirada das travas que emperram o livre curso dessas estratégias.

A chave da virada está com as multinacionais.

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