terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Meirelles: esperança de quem?


O mote para 2018 será esperança, mas a sua percepção é diferenciada pelas diferentes pessoas e grupos. Se Lula é a esperança de uma classe média emergente que submergiu com a crise e tem expectativa de reemergir; se Bolsonaro é a esperança daqueles sob risco da violência urbana, Henrique Meirelles é a esperança dos agentes econômicos que tem expectativa de maiores ou melhores ganhos com uma economia em crescimento sustentável, com estabilidade monetária.

Poderá ter expressiva votação nesse meio, mas esse próprio meio receia que ele não consiga cativar os demais. Com isso não alcançaria os votos suficientes para ser eleito.

A crença dele e dos seus seguidores é que através da comunicação e do marketing político se consiga gerar, difundir e ter aceitação de que ele é o mentor da retomada da economia e garantirá a continuidade do crescimento econômico. Esperam repetir o feito de Fernando Henrique Cardoso que foi eleito na esteira da estabilização da moeda, ainda como Ministro da Fazenda do Presidente Itamar Franco.

A imagem pessoal de Henrique Meirelles também não o ajuda, dada a sua natural soberba. Simpatia requer humildade, o que não é característica natural. Terá que criar e assumir uma personagem fictícia que não corresponde à sua realidade pessoal e essa falsidade, percebida pelo eleitor gera desconfiança.

Ademais falta a Meirelles um mentor político, com grande capacidade político-eleitoral, que foi Antonio Carlos Magalhães. Temer tem capacidade política para se relacionar com a classe política, mas não com os eleitores.

E ainda não poderá contar com o volume de recursos financeiros que viabilizaram a eleição da personagem criada por Lula, operacionalizada pela própria e por João Santana, chamada Dilma Rousseff. 

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