sábado, 9 de dezembro de 2017

Projeto Nacional: por que ninguém propõe?

Ao participar de mais um evento público ouço reclamações ou lamentações de que falta ao Brasil um projeto nacional, um projeto de Nação, ou projeto Brasil.
Se "todo mundo" concorda que faz falta, porque ninguém propõe um projeto?
Uma das razões é porque as pessoas estão por demais envolvidos em soluções para a crise fiscal, para as questões monetárias, tem propostas, mas percebem que essa não significam um projeto nacional. Se assim o fosse, as recentes propostas do Banco Mundial seria uma proposta de projeto nacional, baseado nos gastos públicos: "O Brasil gasta muito e mal".

Temos aqui feito uma proposta que ousamos dizer que é uma proposta de Projeto Nacional. 

O Brasil irá se desenvolver nos próximos anos, sustentado por dois grandes pilares: petróleo e grãos.  Ou energia e alimento.

Territorialmente o primeiro irá reforçar o desenvolvimento do sudeste. O segundo irá gerar novos polos de desenvolvimento, dentro do cerrado brasileiro, com dois subpolos: centro-oeste e nordeste. 

A esta altura da história não se trata mais de uma opção do país. Este está condenado a ser um grande produtor de petróleo e grãos. Se quiser evitar esse destino histórico terá que fazer um grande esforço, para que os produtores rurais deixem de plantar ou que as petroleiras abandonem os poços de petróleo do pré-sal. Ou rezar para que as adversidades climáticas arrazem a produção agrícola. 

No caso dos grãos, o mundo está precisando desses e espera que o Brasil seja um grande produtor e supridor. E dará condições econômicas para a continuidade. Já em relação ao petróleo, o mundo tem excesso de oferta, poderá reduzir os preços, de tal forma que somente os mais eficientes seguirão produzindo. Nesse caso, o Brasil poderia se livrar da "maldição" de ser um grande produtor.  Mas as petroleiras teriam condições e buscariam eficiência e redução de custos para manter a produção brasileira entre os sobreviventes.

Se o Brasil está condenado a ser um grande produtor mundial de grãos e de petróleo, por que lutar conta essa tendência e não aproveitar a oportunidade para fazer delas as grandes alavancas para o desenvolvimento econômico, social e cultural do país?

A proposta de Projeto Nacional que temos defendido se baseia nessa segunda opção. Aproveitar a oportunidade da demanda mundial por alimentos e a ampla disponibilidade de petróleo do pré-sal para recolocar o Brasil entre as cinco maiores economias mundiais, juntamente com maior equidade social. 

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