terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Plano estratégico para o agronegócio amplo (4) - comercialização

Já a comercialização internacional de produtos agrícolas é altamente cartelizada, com um pequeno número de empresas multinacionais dominando o mercado. 

A decisão de exportar grãos ou óleo de soja/ farelo não é do país, mas das multinacionais, que tem instalações em todo o mundo. O primeiro importador é ela mesma, que avalia as condições dos mercados externos.

Internamente (no Brasil) ela avalia os ganhos marginais e não apenas o faturamento. Os custos do processamento podem superar os valores adicionais. 

São elas que decidem se produzem o óleo de soja no Brasil, para exporta-lo na forma líquida ou se exportam o grão de soja e fazem o esmagamento no exterior, gerando também o farelo. Indo mais adiante: se refinam o óleo e envasam ou vão refinar mais próximo ao mercado consumidor.

A partir de uma ampla produção da matéria-prima o Brasil precisaria ter condições para que a multinacional veja vantagem econômica em processar todas as fases aqui, exportando o produto acabado do que processar em outros locais. 

Trata-se de criar condições internas para que as empresas possam produzir com competitividade mundial. E possam competir com os concorrentes, no exterior, com os seus produtos "made in Brazil".

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