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Não sem problemas

A previsão atualizada da safra de grãos de 2016/2017 é de uma produção de 215.268 t. Significa um aumento de 15,3% sobre a safra 2015/16. 

Apesar das declarações otimistas das autoridades, toda essa safra será escoada, mas não sem problemas. Muitos caminhões terão que trafegar por estradas esburacadas. Alguns vão atolar. O valor do frete vai subir. Haverá filas nas rodovias de acesso aos portos. Não tanto como em outras safras, mas haverá, porque a capacidade logística não é projetada para picos. 

Diante desses a sociedade irá reclamar, vozes se levantarão contra a imprevidência governamental, contra a falta de ferrovias e a falta de planejamento. Esse existe, mas não é concretizado.

O Governo pressionado, em primeiro lugar responsabilizará os governos anteriores e prometerá medidas, cujos resultados não serão imediatos. 

A ação mais imediata que já deveria ter sido tomada é a concessão da operação do trecho Palmas Anápolis, da Ferrovia Norte Sul, já concluída.

Deveria priorizar os trechos ferroviários entre Eliseu Martins, no Piaui, e a Ferrovia Norte-Sul.

Deveria ainda inverter a prioridade dos trechos da Ferrovia Oeste-Leste - FIOL, licitando o trecho São Desidério - Figueirópolis, ligando o polo agro-pecuário do oeste baiano à Ferrovia Norte-Sul. 

São decisões que precisam ser tomadas já, mas só serão operacionais daqui a cinco ou mais anos.

Até lá a rodovia e o caminhão continuarão sendo os principais meios de transporte dos grãos para os portos. Com congestionamentos nos períodos de pico.

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