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Um bom resultado, mas ,,.

A balança comercial apresentou um superavit de US$ 47,7 bilhões. Apesar de um número impressionante, sendo o maior da história, é um indicador da continuidade da crise econômica brasileira. 

As exportações brasileiras continuaram em queda.

Em 2011 - ano pico do crescimento da economia brasileira - o Brasil exportou US$ 256 bilhões, passando a partir dai a uma curva descendente.
185,2 bilhões de dólares de exportações brasileiras não é um bom número. Ao contrário, mas deverá ser o menor patamar da crise atual.

Para os básicos o trumpismo deverá ser favoravel ao Brasil.
Já em relação aos produtos manufaturados, Trump será desfavorável pelas restrições às importações. 

O principal mercado de manufaturados está na América do Sul. O processo de continentalização que se coloca como alternativa á globalização absoluta poderá favorecer a América Latina e dentro dela o Brasil. Já está em andamento por opções estratégicas de várias multinacionais. 

Enquanto o total das exportações caiu em 3,09 % em 2016, em relação a 2015, os semi-manufaturados cresceram em 5,67 % e os manufaturados em 1,55 %. Foram puxados pelo aumento das exportações de automóveis, que cresceram 38,76% de 2015 a 2016.

Em 2017 a indústria automobilistica deverá liderar o aumento das exportações de manufaturados, independentemente das variações macroeconômicas. Decorrerá das opções estratégicas de médio e longo prazos definidas pelos comandos mundiais desses grupos. 

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