domingo, 14 de janeiro de 2018

O grande equívoco da democracia (2)

Os formadores da opinião publicada vinham contando uma falsidade que acreditavam ou desejavam que fosse verdade.
De que diante das revelações de corrupção dos políticos, os eleitores iriam promover uma ampla renovação do Congresso Nacional, "varrendo do mapa" os atuais deputados e elegendo uma plêiade de novos deputados, não associados ao modelo atual.

Os eleitores em outubro de 2018 irão eleger os mesmos deputados ou substituí-los por outros da mesma estirpe. A Câmara dos Deputados continuará sendo igual ou pior do que a atual. Uma efetiva renovação não passará de 20%, sendo o mais provável que fique na faixa dos 10%.

Dizer que há uma nova cidadania e que essa vai promover a renovação da Câmara é mais um desejo do que uma avaliação racional. 

Os ditos formadores de opinião dizem o que o seu público quer ouvir. Não a verdade crua e cruel. Fazem sucesso por vender ilusões que se transformarão em frustrações.

Eles acham que o eleitor deve eleger bons representantes. Não é o que o eleitor - na prática - elege. Ele não elege representantes da sua visão, do seu pensamento, das suas posições ideológicas. Ele quer um despachante que intermedeie junto aos Governos e dentro do próprio Congresso os seus interesses individuais ou da sua comunidade: ter um melhor atendimento pelos serviços públicos, principalmente saúde e educação. 

O interesse público se limita ao próprio eleitor e à comunidade local onde vive. Ou onde a sua vista alcança. Não é um interesse geral de país. 

2 comentários:

  1. deveria v oltar a ditadura neste pais quando da ditadura não existia esse bando de ladraões .

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  2. deveria v oltar a ditadura neste pais quando da ditadura não existia esse bando de ladraões .

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