terça-feira, 16 de janeiro de 2018

O grande equívoco da democracia (3)

Dentro da sociedade, o Estado é instituído para estabelecer as regras básicas do funcionamento, governá-la e prover os serviços que atendam às necessidades fundamentais dos seus integrantes. A relação dessas necessidades fundamentais são institucionalizadas constitucionalmente (que é a lei maior), como "direitos dos cidadãos e dever do Estado".

Os políticos são eleitos pela população para estabelecer as regras de funcionamento do Estado, da própria sociedade e administrar a prestação dos serviços públicos considerados fundamentais ou essenciais.

Os teóricos e a opinião publicada, influenciada por esses, privilegiam a valorizam as funções institucionais, mas a maioria do povo, a opinião não publicada - ao contrário - dá total preferência à prestação dos serviços públicos pelo Estado. 

Porém não é uma visão coletiva, posicionando-se pela universalização dos serviços de saúde, de educação integral, de eletricidade e outros. A visão é individual ou comunitária, para que o Estado lhes atenda individualmente. 

A pessoa não está interessada numa discussão ideológica ou técnica sobre a universalização do atendimento básico de saúde, isto é, consultas, exames e medicação. Ela quer e reivindica o seu atendimento. Ela não está interessada em saber se 30 ou 40% da população não são atendidos ou que há 3.000 municípios que não são atendidos. Ela quer ser atendida e que os serviços de saúde no seu município funcionem bem. Ela quer que haja atendimento "até onde a vista alcance". Fora disso o problema não é dela, é dos outros.

Para o político "interesse público" é o do público que ele conhece e por aquele é conhecido. Não é o público nacional e muito menos mundial.

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