Pular para o conteúdo principal

A batalha dos pedestres

As ruas foram tomadas por grandes batalhas: Uber x taxistas; bicicletas x carros, mas a principal delas não ganha destaque na mídia, porque todos acham que a situação é normal. Mas, no dia-a-dia o pedestre enfrenta uma cidade deflagrada, onde ele não tem espaço para circular e o que ele encontra é irregular e esburacada.
A questão, em geral, é colocada como pedestre x carro, com a sua disputa no leito carroçavel, com risco de ser atropelado. As autoridades se preocupam com o atravessar a rua. Mas a principal batalha do pedestre na cidade é com as calçadas ou passeio público.

Em muitos locais as vias foram ampliadas para deixar espaço para estacionamento, sem sacrificar a área de circulação. O sacrificado foram as calçadas e os pedestres, que perderam espaço na via pública. O Prefeito, se efetivamente, quisesse melhorar a vida do cidadão paulistano deveria, em primeiro lugar recuperar o espaço do pedestre. 
O pedestre deveria ter prioridade em relação à bicicleta. Como ele não faz isso, a ciclo faixa é invadida pelos pedestres que, para sorte deles só tem a concorrência eventual de entregadores de bicicleta. 

Uma batalha nas ruas, maior do que o dos ciclistas com os carros é entre esses e os pedestres. E a maior de todas a dos pedestres com os buracos e irregularidades das calçadas. 

(ver o texto estendido na coluna artigos)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Políticas econômicas horizontais e verticais

As políticas públicas verticais focam partes ou setores específicos da economia, tendo como objetivo desenvolvê-los, mediantes estímulos e benefícios fiscais. São caracterizados como políticas industriais. Na realidade são políticas setoriais. A denominação industrial vem da tradução de "industry" que equivale a setor e não à indústria. É a política preferida dos estruturalistas ou agora heterodoxos, porque se tornaram minoria, contra  o domínio dos monetaristas. 

Esses defendem as chamadas políticas horizontais, com mecanismo de aplicação genérica, deixando ao mercado utilizar melhor tais condições.

Um caso típico é a política tributária. Os ortodoxos pregam formas de tributação genérica, aplicável igualmente a todos os setores da economia, com as mesmas alíquotas e regras. Pode haver diferenciação por faixas de valor, mas não por setores.

Já os estruturalistas querem a aplicação de condições diferenciadas para os setores que o Estado deseja promover e desenvolver. Essa difere…

Cisma no clube da luluzinha

Em todas as grandes (e mesmo médias) empresas dominadas pelos executivos homens, as mulheres que alcançam os postos gerenciais tendem a se relacionar entre si, formar grupos entre elas seja para trocar conversas sobre as famílias, como sobre os demais gerentes e sobre o que ocorre ou acham que ocorre na empresa. Formam uma espécie de clube da luluzinha, em contraposição aos diversos clubes dos bolinhas, que se formam em muito maior número. 

Dentro da Petrobras, uma grande empresa com as características acima citadas, com o corpo gerencial e diretivo com predominância de homens, é natural que as poucas gerentes mulheres formassem o "clube da luluzinha". Duas se destacaram e subiram aos altos postos gerenciais: Maria das Graças Foster e Venina Velosa da Fonseca. Esta última preocupada com o rumos de operações "heterodoxas" buscou apoio na colega, contando-lhe das suas preocupações e suspeitas. Ela era a confidente a quem tratou das questões de forma cifradas. Colocou …

A decadência econômica e cultural da Av Paulista

A Avenida Paulista, na cidade de São Paulo, criada como a principal via de um loteamento de alto padrão, foi sempre tomada pelo capital e tornou-se um grande símbolo do capitalismo brasileiro.
Sofreu transformações, mas sempre sob o predomínio do capitalismo.
Está sob forte ataque dos movimentos sociais anticapitalistas que a "ocupam" com as suas passeatas, muitas vezes acompanhadas pelos blackblocs que aproveitam para depredar as agências bancárias. Como símbolo de destruição do capitalismo. 

A atual gestão municipal, de esquerda, mas representando mais a classe média ideológica do que o povo, propriamente dito, também quer tomar a Avenida, combatendo outro grande símbolo da civilização capitalista ocidental: o automóvel.

Fecha a avenida para os veículos motorizados, inclusive os õnibus e a abre para a classe média e para alguns pobres, nos domingos.

A elite cultural havia eleita a Avenida Paulista e seu entorno, como o polo do cinema-arte. Para frequentá-lo nos fins de semana.