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Desindustrialização e Reindustrialização

Desindustrialização é a decadência do enorme e complexo parque industrial instalado no Brasil, a partir da política de industrialização para substituição de importações. Decadência física caracterizada pelo baixo nível de utilização da capacidade instalada, pela crescente obsolescência tecnológica e redução do contingente de mão-de-obra. 

A indústria brasileira perdeu a competitividade e não tem condições de concorrer com os produtos industriais fabricados em outras partes do mundo, principalmente da China. Está fadada a ficar restrita a nichos de mercado interno, protegidos por dificuldades logísticas ou mediante medidas protecionistas por parte do Governo. Essas são insustentáveis a médio e longo prazo, da tal forma que estamos diante de "morte anunciada".

Mas existem focos não inteiramente extintos que poderão reacender e promover a reindustrialização. 

A condição primeira para a reindustrialização será reorientar a destinação dos produtos industriais brasileiros. Voltar-se para o mundo e não apenas para o mercado interno.

O Brasil está amplamente inserido nas cadeias produtivas globais. As unidades produtivas da maioria das multinacionais mundiais instaladas no Brasil são elos das cadeias produtivas globais.

Só que aqui é o ponto final da cadeia produtiva. 

O Brasil não está inserido nas cadeias de suprimento global, as chamadas "supply chains". O produto da multinacional no Brasil não é destinado ao mundo. Não supre outras unidades mundiais da própria multinacional.


Para voltar a indústria instalada no Brasil para o mundo o país tem que se valer das multinacionais. Porque elas estão instaladas em todo o mundo, implantando e gerenciando as suas cadeias produtivas e de suprimento e não exportam os seus produtos. Ela apenas transferem: transferem a sua produção de um país a outro.

(ver artigo estendido na coluna artigos. É um sumário de uma apresentação feita ontem no Sindicato dos Economistas de São Paulo).

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