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Percepção equivocada do confronto Uber x taxista

O concorrente do Uber não é o taxista, mas outros aplicativos como o 99 Taxis e o Easy Taxi. 

Os concorrentes dos taxistas são os motoristas particulares que prestam irregularmente um serviço de transporte público, sem ter a devida licença, sem pagar os tributos.

O Uber é uma atividade contraventora porque facilita e promove uma atividade irregular, uma pirataria. Isso porque o Estado estabelece que o serviço de transporte profissional de uma pessoa a terceiros, que paga pelos serviços é sujeito à licenciamento e a regras públicas. 

O erro está nessa regulação ultrapassada e inadequada. A saída é a desregulação. Não só dos serviços de taxi. Mas de muitas outras corporações.

A evidencia do Uber vem colocar em cheque o modelo das relações de trabalho que se instalou no mundo com a revolução industrial, gerando as legislações trabalhistas e os sindicatos.

O Uber traz à tona os milhares de trabalhadores por conta própria, que são mais numerosos que os empregados celetistas ou similares no mundo. 

Que não são micro ou nanoempreendedores como se sofisma, mas "viradores": "se viram" para sobreviver.

(ver o texto estendido na coluna artigos)




Comentários

  1. Boa noite,
    Acompanho o blog a algum tempo, e sempre procuro me informar sobre questões relacionadas à mobilidade urbana em outros portais.
    O que vejo é que existe uma certa má vontade do governo em criar um mercado mais flexível.
    Pois com essas leis ultrapassadas é possível gerar burocracia. E com a burocracia é possível gerar arrecadação de impostos e cargos públicos para serem distribuídos para os correligionários.
    Outra questão que me incomoda são as vagas de estacionamento. O governo gera uma tremenda burocracia para os estacionamentos legalizados. Enquanto isso faz vista grossa para os estacionamentos ilegais e também para os flanelinhas.
    Tudo isso gera uma tremenda indústria de impostos, multas, talões de faixa azul, e muitas promessas feitas a cada categoria no intuito de se eleger.
    Gostaria que o Jorge Hori fizesse um texto sobre isso.

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