Sem Mandetta no comando do Ministério da Saúde, Bolsonaro retirará a recomendação pelo isolamento social, ampliará as ações para derrubar na Justiça, as limitações impostas pelos Governadores e Prefeitos e substituirá por recomendações para o uso da cloroquina, desde o início dos sintomas, mesmo sem a confirmação da doença por testes. Já sofreu uma derrota no STF na tentativa de contrapor-se aos Governadores, mas irá insistir.
Mesmo que Governadores e Prefeitos mantenham as restrições parciais, uma parte maior da população deixará de cumpri-las, promovendo aglomerações.
Com o novo Ministro, se mantida a regularidade das informações estatísticas, seja pelo aumento da testagem, seja por contaminação efetiva, haverá um grande aumento nos números de contaminação em todo o Brasil.
Alguns Estados entrarão em colapso, com toda sua capacidade de internação excedidas, requerendo o apoio federal o que ficará mais demorado, pela necessidade da nova equipe do Ministério, dominar os processos, principalmente da logística. Mesmo que sejam eficientes não terão como gerir a falta de respiradores e outros equipamentos crucias que sem a alternativa de importações, dependem da velocidade da indústria brasileira em atender.
Os mais críticos buscarão auxílio dos Estados vizinhos, mas em alguns casos esses também estarão em colapso. É o caso de Roraima, que enfrentará o colapso em breve e não poderá contar com o Amazonas, que corre o risco de entrar em colapso antes.
Manaus e mais os municípios vizinhos terão que promover o isolamento total, para conter o rápido avanço da contaminação.
Fortaleza e Recife são duas outras cidades que já estão no limite do amarelo.
A avaliação sobre o controle da expansão da epidemia deve ser por cidade. O dado estadual é um indicador, mas as estratégias devem focar a cidade. Em alguns casos, até bairros, como é o caso de São Luis, no Maranhão, onde tem ocorrido picos de dia.
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