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As alternativas de localização dos empregadores


A Prefeitura de São Paulo propõe um modelo de estruturação da cidade que pode se efetivar, mas não como ela quer. A espinha dorsal desse modelo é o eixo de transformação urbana, com o adensamento verticalizado, nas áreas lindeiras aos sistemas de transporte de massa. Nessa área se permitirá um volume de construção maior dentro do terreno, atraindo o setor imobiliário para a oferta de produtos residenciais e não residenciais ao mercado, principalmente produtos de uso misto. A expectativa é que com isso, se melhore a mobilidade urbana, com as pessoas morando mais próximo do trabalho ou que busquem trabalho junto da sua mordia. E que quando precisarem se deslocar a distâncias maiores o faça pelos meios coletivos, dispensado em todos esses casos, o uso do carro.

O problema aqui já apontado é que a decisão do local de moradia é do morador, mas a decisão do local de criação dos empregos é do empregador. E a sua lógica predominante não é buscar localizar o seu escritório, a sua loja onde os seus empregados moram, mas onde lhe é mais conveniente, chegar com o seu carro. Leva em conta também como os seus clientes vão chegar. Como os empregados vão chegar não é problema, tampouco prioridade sua.

As novas regras oferecem aos incorporadores possibilidade de maior construção relativa, mas essas estabelecem restrições que podem afastar os empregadores e também os moradores de alta renda. Esses também dentro da cultura brasileira são também grandes empregadores, pois são os geradores dos empregos domésticos.

Aqui cabe uma anotação. Nos anos anteriores grande parte dos trabalhadores domésticos pernoitavam no emprego, com os produtores imobiliários oferecendo o "quarto de empregada". Com as exigências da legislação trabalhista o "dormir no emprego doméstico" foi sendo inviabilizado, com a sua substituição pela diarista. Do ponto de vista da mobilidade urbana foi um "desastre": aumentou substancialmente o volume de deslocamentos. 

Com as restrições de vagas de garagem o empregador irá buscar outras áreas para se instalar. Fora dos eixos, haverá menos restrições de vagas, mas menos área para construção. O escape seriam as Operações Urbanas que poderiam oferecer mais construções e mais vagas. Mas essas dependem de legislação específica, com muitas questões polêmicas.

Resta ao empregador buscar soluções em outros Municípios  que não a capital. 




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