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Economia criativa e educação

Economia criativa deverá ser a principal sustentação do crescimento econômico dos paises com a criação de soluções baseadas na inteligência para atender às necessidades e aspirações das pessoas. 
Está na agenda de todos os candidatos à Presidência, mas com proposições tradicionais.
Os candidatos são preponderantemente de gerações mais velhas e propõem soluções analógicas para problemas digitais.
A educação é uma base importante, mas a solução não está em mais escolas. Tampouco em aumentar os recursos para a educação.

Pode-se formar uma grande base, mas os gênios não aguentam ficar em sala de aula ouvindo professores chatos repetindo o conseguem saber mais pela internet.

Para o desenvolvimento da economia criativa é preciso mudar profundamente o processo de aprendizagem. 

A questão crucial é como formar a base do conhecimento, o aprendizado dos fundamentos e a compreensão do conjunto de conhecimentos.

Não ir às salas de aula não quer dizer deiar de estudar. É preciso muita leitura, muita pesquisa , muita conexão e, principalmente, muita disciplina.

O principal aprendizado está na conexão dos dados. Um dado levantado antes ganha outro significado com a percepção de um novo dado. Isso pode mudar substancialmente a interpretação e a conclusão. Não há mais percepções definitivas. E é preciso estar aberto para mudar de opinião.

Apesar de ser de uma geração analógica tendo ser digital, pesquiso muito pela internet, com alguma facilidade, mas percebo que essa facilidade decorre de todo um conhecimento anterior. É como se você se visse diante de uma floresta e para caminhar por ela precise conhecer os sinais que ela oferece: a espécie das árvores, as eventuais clareiras, as condições do chão, o animais, etc. 
Se você não tiver o conhecimento, nem um GPS o melhor é confiar no índio ou no mateiro que sabem decifrar os sinais.

Os caminhos não são lineares, mas a cada novo dado você pode identificar novas conexões e novos caminhos. Mas você pode voltar e fazer a releitura do anterior, percebendo o que não havia percebido na primeira leitura. 

É um processo de agregação contínua de conhecimento, não linear com sequências aleatórias, mas que tem base em fundamentos teóricos.

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