Pular para o conteúdo principal

De Nova York falando para o Brasil

A Presidenta foi a Nova York para criar fatos para a sua campanha para reeleição no Brasil. O que ela, supostamente,  disse ao mundo tem pouca importância. O mundo também não deu a menor importância. O local era Nova York, mas ela falou para o Brasil, em campanha eleitoral. A mídia presente para mostrar e ouvir a Presidenta era predominante ou totalmente brasileira. 

Para efeito interno o mais importante era criar uma imagem de enfrenamento ao poderoso Barak Obama, aos EUA e demais potências. 

O que ela procurou mostrar, orientada pelo seu marketeiro que fez as devidas imagens é que ela é firme, destemida e disposta a se contrapor aos americanos, o maior demônio da esquerda  brasileira. Se os EUA propõe uma ação a Presidenta se põe contra, para mostrar a independência do Brasil. Para mostrar que não está subordinada à política norte-americana. Não importa se essa contestação é absurda.

A opinião publicada está gastando o seu tempo ato, discutindo se faz sentido tentar negociar com o EI ou se a única forma de tratá-los é bombardeando. A posição da Presidenta é inconsequente. Nem mesmo correu o risco de ser convidada ou escalada para mediar o conflito e ir negociar com o Califado. Alguns até acham que essa medida deveria ser tomada para ver se eles cortavam a cabeça de Dilma. 

O que interessava à Presidenta é a reação da opinião não publicada, o que parece ter sido favorável. O que é explicável, pois apesar de politicamente incorreto: foi uma atitude de macho. 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cisma no clube da luluzinha

Em todas as grandes (e mesmo médias) empresas dominadas pelos executivos homens, as mulheres que alcançam os postos gerenciais tendem a se relacionar entre si, formar grupos entre elas seja para trocar conversas sobre as famílias, como sobre os demais gerentes e sobre o que ocorre ou acham que ocorre na empresa. Formam uma espécie de clube da luluzinha, em contraposição aos diversos clubes dos bolinhas, que se formam em muito maior número. 

Dentro da Petrobras, uma grande empresa com as características acima citadas, com o corpo gerencial e diretivo com predominância de homens, é natural que as poucas gerentes mulheres formassem o "clube da luluzinha". Duas se destacaram e subiram aos altos postos gerenciais: Maria das Graças Foster e Venina Velosa da Fonseca. Esta última preocupada com o rumos de operações "heterodoxas" buscou apoio na colega, contando-lhe das suas preocupações e suspeitas. Ela era a confidente a quem tratou das questões de forma cifradas. Colocou …

Políticas econômicas horizontais e verticais

As políticas públicas verticais focam partes ou setores específicos da economia, tendo como objetivo desenvolvê-los, mediantes estímulos e benefícios fiscais. São caracterizados como políticas industriais. Na realidade são políticas setoriais. A denominação industrial vem da tradução de "industry" que equivale a setor e não à indústria. É a política preferida dos estruturalistas ou agora heterodoxos, porque se tornaram minoria, contra  o domínio dos monetaristas. 

Esses defendem as chamadas políticas horizontais, com mecanismo de aplicação genérica, deixando ao mercado utilizar melhor tais condições.

Um caso típico é a política tributária. Os ortodoxos pregam formas de tributação genérica, aplicável igualmente a todos os setores da economia, com as mesmas alíquotas e regras. Pode haver diferenciação por faixas de valor, mas não por setores.

Já os estruturalistas querem a aplicação de condições diferenciadas para os setores que o Estado deseja promover e desenvolver. Essa difere…

Transformar a produção agrícola em alimentos para o mundo

A agropecuária brasileira é - sem dúvida - uma pujança, ainda pouco reconhecida pela "cultura urbana". Com um grande potencial de desenvolvimento, diante do crescimento da demanda por alimentos pelo mundo, tem feito um grande esforço de marketing para ser reconhecido. Conta com o apoio da Rede Globo que tem feito uma persistente campanha na televisão sobre "Agro é tech, agro é pop, agro é tudo". Contestada nas redes sociais onde os "ambientalistas" dominam.

A idéia ou lema do "Brasil celeiro do mundo", sintetiza a posição da agropecuária, que acaba tendo uma resistência inconsciente por parte da sociedade urbana que não quer ser dominada pelo campo. 

Do ponto de vista macro econômico a contribuição da agropecuária para o PIB é pequena, por que está no início da cadeia produtiva. Somando o restante dessa cadeia a participação é estimada em cerca de 20%. Mas ai, a agropecuária representa apenas 25% do PIB do agronegócio, com a indústria representand…