domingo, 27 de abril de 2014

Dil Mais do Mesmo

O povo quer mudanças. Está cansado com tudo que está ai. Mas muitos acreditam que Dilma é a pessoa que teria melhores condições de mudar. 
Provavelmente esse será o lema da campanha dela: "Mudar com Dilma" ou "Dilma para mudar".
O lema de contestação das oposições poderia ser "Dilma: mais do mesmo", ou simplificando com uma simplificação "Dil Mais do Mesmo".  
Dilma, com a sua personalidade forte, temperamento explosivo e plena de convicções mudará o seu estilo? Mudará a forma de conduzir o Governo? E, principalmente, mudará as suas prioridades e programas governamentais?

Dificilmente. Continuará sendo autoritária, centralizadora, gerenciando na base da bronca, intimidando os subordinados que preferem não fazer do que fazer o que ela não aceita. Eles se preparam mais para se explicar do que agir. Esse tem sido o resultado efetivo do seu modo de gerenciar.

Quanto ao Brasil ela dificilmente arredará pé do objetivo de tornar este país, menos desigual, com a eliminação da miséria, ascensão dos pobres à classe média e contenção dos ganhos dos mais ricos.

Ela conta com a gratidão dos mais pobres, com os benefícios proporcionados e sente-se injustiçada quando é vaiada. Coloca sempre a culpa em grupelhos patrocinados pela oposição, ou de insatisfeitos da abominável classe média. Ela, juntamente com Marilena Chaui, não consegue entender a maioria da classe média. Ela pertence a ela, mas à ala solidária, humanista e não à maioria reacionária que se recusa a distribuir as suas conquistas. 

Deve perder a eleição, deprimida com a ingratidão do povo brasileiro. 

Ela deu continuidade aos programas assistenciais de distribuição de bolsa-família, para acabar com os miseráveis, proporcionando indiretamente a ascensão de uma nova classe média. Deu maiores oportunidades aos pobres de terem acesso à casa própria. Vem eliminando - gradualmente - o déficit habitacional. Levou médicos aos grotões inteiramente desatendidos e muito mais. O que mais quer esse povo ingrato? Exatamente, quer mais. Mas mais o que?

Esse é o seu grande desafio. Incorporou a interpretação de que as manifestações populares resultam da busca pelo povo de um patamar acima de tudo o que o governo petista lhe proporcionou. E está convicta de que é ela quem tem as melhores condições para atender às reivindicações efetivamente populares. Acredita que a oposição só consegue ver às demandas da classe média, sem perceber as necessidades efetivas da maioria da população brasileira, ainda pobre.

Por isso ela não vai mudar. Ela acha que o povo quer mais e melhor do mesmo. Sem reinventar a roda. Quer uma roda melhor.

No entanto, as circunstâncias não são favoráveis. A prevalência da ideologia distributivista e nacionalista levou à uma perda de dinamismo da economia, movimentada pelos "abomináveis" e o retorno da carestia. 

Com a inflação o povo vê corroer as suas conquistas. Passou a ter maiores e melhores oportunidades, mas não consegue mais comprar que conseguia antes. Não importa o quando. É a sensação de que hoje está mais caro que ontem. Que hoje está pior do que ontem.

A carestia leva ao retrocesso e leva a menos do mesmo. Antes de avançar ela precisa proporcionar ao seu povo a reconquista do terreno perdido. Essa reconquista é o seu "calcanhar de Aquiles". 




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