terça-feira, 22 de abril de 2014

Dilma perde na opinião publicada

Durante a entre-safra eleitoral o domínio é da opinião publicada que toma conta do noticiário e faz parecer que ela é também a opinião pública toda. Somente as pesquisas de opinião trazem a tona a opinião não publicada, sempre sob suspeita de que ela está sendo manipulada.

As pesquisas de opinião, supostamente, refletem com a precisão estatística possível o estado da opinião pública. Neste, Dilma ganharia no primeiro turno, por conta do grande número de votos inválidos, somando os nulos com os em branco. 

O Data Folha fez uma tabulação considerando apenas aqueles que conhecer os candidatos. Os que conhecem os candidatos são preponderantemente da opinião publicada, somando-se uma parte da não publicada, em função da lembrança das eleições anteriores, que mesmo não acompanhando o noticiário conhecem a atual Presidente.

O resultado mostrado é oposto da pesquisa ampla. Haveria um empate no primeiro turno e num suposto segundo turno Dilma perderia para Aécio.

Dentro da opinião publicada Dilma não tem a maioria, mas essa continua acreditando que ela será eleita, pelos votos da opinião não publicada, seduzida pelos benefícios dos programas sociais.

Em função do chamado horário gratuito, a opinião publica já está razoavelmente convencida de que não determina a opinião não publicada. Mas ainda influi.

A opinião publica é minoria no conjunto da opinião pública e do eleitorado, mas a sua posição é fundamental para as estratégias, para as composições e para o financiamento da campanha.

Uma parte importante dos votos inválidos esta dentro dela. 

Embora os integrantes da opinião publicada não estejam a favor de Dilma, continuam acreditando que ela será eleita e não querem se arriscar a ficar abertamente contra ela. E os eventuais financiadores não querem recusar as solicitações da sua campanha.

O que acontecerá se as próximas pesquisas indicarem que a probabilidade dela ser derrotada ficarem evidentes?

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