domingo, 11 de maio de 2014

A copa no Brasil:já deu errado (quase tudo)

O Brasil ainda é o país do futebol. Esse envolve milhões de brasileiros, sejam os praticantes, desde os grandes profissionais aos amadores, crianças, etc assim como os milhões de torcedores.
Quando se aproxima uma Copa do Mundo, realizada a cada quatro anos, outros que não se interessam pelo futebol, acabam envolvidos, torcendo pela seleção brasileira que se torna a "pátria em chuteiras". No período da Copa a seleção de futebol se torna o país: é o Brasil competindo, reascendendo a chama do patriotismo.
Ficam de fora, resmungando e criticando os que vêm nessa mobilização nacional, promovida pelo Governo, pela mídia, uma forma de escapismo, para esquecer ou encobrir os graves problemas nacionais ou do dia a dia de cada um.
Esqueçam os escândalos da Petrobrás ou do cartel do trens. Esqueçam da inflação ou carestia. A partir de agora todo pensamento nacional deveria estar voltado para a seleção. Será que o Felipão montou um bom time? Será que o Brasil poderá vencer, de novo, a Espanha? Será que vai vencer o Messi e nuestro hermanos argentinos? Nosso figadal rival.
Alguns, motivados pela Teoria da Conspiração, acham que nem vale a pena se preocupar. Já está tudo arranjado, montado e comprado e o Brasil vai levantar o trofeu. 
Não importa. O que importa é o ambiente de festa, de torcida, de mobilização emocional, com as cidades tomadas pelo verde-amarelo nas ruas e nas janelas embandeiradas. 

Esse "clima da Copa", um ambiente de conjunção nacional em torno de um elemento catalizador, tem dominado o país no período  imediato antes da Copa e durante o evento. 

Em 2014 o clima é outro, bem diferente do que as autoridades e os "cartolas" do futebol esperavam, quando acederam em realizar a edição de 2014 no Brasil.

Acreditavam numa festa maior, numa adesão emocional social maior. Todos participando mais diretamente das festas. Realizada por todo o país, em 12 cidades. Seria a "Copa das Copas", com uma adesão popular numa vista em edições anteriores e que não seria superada pelas edições posteriores.

A preparação para a Copa, com a construção de modernos e faraônicos estádios - agora apelidados de arenas multiuso - obras públicas que não estão sendo concluidas a tempo, acabou por provocar reações contrárias explícitas. Muitos foram às ruas para protestar contra os gastos com a Copa e o descuidado com a educação e saúde pública. 

Ampliou a indignação popular e cresceu o número de oposicionistas à festa. Mais caracterizada como uma farra de má utilização de recursos públicos.

A Copa do Mundo do Brasil que se esperava unisse mais ainda toda a população brasileira, num grande momento de brasilidade e patriotismo se tornou uma fonte de desunião e insatisfação.

Ao contrário do esperado, as autoridades estaduais que empreenderam ou promoveram a construção dos estádios tenderão a perder as eleições que vão ocorrer logo em seguida. 

O faturamento político eleitoral do Governo Federal será negativo, mesmo que seleção ganhe. 

Os patrocinadores não vão ter o retorno esperado e alguns amargarão até quedas nas suas vendas, para gaudio dos concorrentes. 

Por mais otimistas que queiramos ser a realidade nos desmente a cada dia. 

O ambiente de euforia que se esperava foi tomado por um ambiente de enorme desconfiança e muito desânimo.


Uma questão básica já foi superada: vai ter Copa no Brasil, a partir do próximo mês. Mas o que vai acontecer com o Brasil e com a nossa vida durante a Copa?

É o que tenho tentado avaliar aqui, quase que diariamente e reuni parte num livreto eletrônico (e-book) que está disponível na Amazon:

http://www.amazon.com.br/Vai-ter-Copa-Jorge-Hori-ebook/dp/B00K0UQMB6/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1398814244&sr=8-1&keywords=jorge+hori 



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