domingo, 4 de maio de 2014

Por que no Rio vai ser diferente?

A  Copa do Mundo da FIFA, no Brasil, vai ter pequeno impacto nas cidades-sede, com exceção do Rio de Janeiro. Por que no Rio o impacto será maior? No Rio de Janeiro a Copa durará 30 dias, diversamente de outras cidades que encerrarão a sua participação presencial mais cedo.
Manaus, Cuiabá, Natal e Curitiba só terão 4 jogos, durante duas semanas. Outras terão jogos ainda por mais uma semana e o Rio de Janeiro terá o encerramento com a final no Maracanã, no dia 13 de julho.

Com sete jogos programados deverá ser a cidade que mais receberá turistas estrangeiros. Os que vierem ao Brasil para acompanhar a Copa vão querer aproveitar para uma chegada no Rio de Janeiro.
É o local turístico brasileiro mais conhecido no exterior. E terá ainda a atração de turistas nacionais, aproveitando a oportunidade da Copa.
Diversamente de outras cidades a demanda hoteleira deverá ser alta, sem sobras de quartos.

A mobilidade urbana estará comprometida com as obras inacabadas, com a atenção da Prefeitura Municipal com as Olimpiadas e não com a Copa.

O problema maior é ainda a segurança com a guerra declarada pela Polícia Estadual contra o tráfico de drogas, ocupando as comunidades e instalando as UPPs, as unidades pacificadoras.

O tráfico tem se demonstrado resistente e com um grande contingente que obriga a Polícia ampliar os seus contingentes para sustentar os territórios conquistados, requerendo o apoio das Forças Armadas.

A Polícia Estadual não tem condições de combater todas as facções e todos os focos.

O problema mais grave é a perda do apoio da população às ações policiais, seja pela truculência da ação de alguns policiais, como pela redução da asistência social e das oportunidades de renda.

Diante desse novo quadro as lideranças tem orientado os seus seguidores a não temer a polícia e revidar. 

Estão adotando as mesmas estratégias do PCC de São Paulo, que assume a ocorrência de uma guerra real, não declarada, em que baixas são efeitos naturais das batalhas.

As ações práticas são o revide, a troca de tiros, e preferencialmente a morte de um civil, por tiro perdido. A morte provocada pela polícia dá origem a reação da população com a queima de ônibus.

A guerra tem continuidade e seguirá durante a Copa, assustando a população local e os turistas.

Os manifestantes anti-Copa podem aproveitar a dispersão de esforços da Polícia para promoverem ações pontuais, mas com repercussão midiática.

O objetivo não é mais evitar a ocorrência da Copa, mas chamar a atenção da sociedade para a necessidade de focar mais a educação, a saúde e os direitos de cidadania.

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