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O desastre econômico da Copa

Ao contrário do que foi alardeado a economia brasileira, durante a Copa irá se retrair, por conta dos feriados, da menor demanda pelos produtos e serviços a ela vinculados e do adiamento de decisões de consumo ou investimento por parte dos agentes econômicos.
Com a realização da Copa do Mundo da FIFA no Brasil o Governo gerou e promoveu expectativas otimistas, inclusive contratando consultorias para fazer projeções, supostamente técnicas, para dar suporte a essas expectativas.

Porém ao contrário do esperado, a Copa não irá reanimar a anêmica economia brasileira. As perspectivas já anunciadas pelos consultores especializados é que o resultado do PIB para o segundo semestre de 2014 será pior do que do primeiro.

A última esperança é que a seleção do Brasil passe das oitavas de final e vá disputar o título já no mês de julho, portanto, no terceiro trimestre. 

O que ocorrerá com a economia brasileira, após a Copa. O ano começará - efetivamente? Ou a perspectiva das eleições manterá uma situação de expectativas e de adiamento de decisões?

Uma coisa é certa: terminada a Copa haverá uma enxurrada de liquidações para que as empresas possam se livrar os seus estoques. Produtos dedicados só servirão como sucata.

A partir dai haverá uma reanimação da economia? Melhorará o grau de confiança?

Provavelmente não. Os empresários, os investidores, os que detém a renda não confiam mais na Presidente Dilma, no seu Ministro da Fazenda e não acreditam que eles poderão promover a retomada do crescimento. Por outro lado estão convencidos de que ela será reeleita, em função dos programas sociais.

Dentro desse cenário, a expectativa é de um baixo crescimento da economia brasileira nos próximos 4 anos. 

E a expectativa dos detentores da renda é uma profecia que se auto-realiza.

Como romper esse impasse?





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